6 de nov de 2016

Vaidade é virtude? | Leandro Karnal

Leandro Karnal provoca, faz pensar, desconforta. 

Entre os sete pecados capitais, este é o que acho mais interessante, pois penso ser muito difícil não cair na vaidade. Transito entre auto-estima baixa e vaidade, humildade e vaidade, vaidade disfarçada de humildade* etc. Tenho medo de fazer o bem por vaidade**, pois acredito que este deve ser o mais anônimo possível. E tenho medo de que minha crença nisso seja apenas para querer me sentir com superioridade moral, o que seria vaidade. Aff, eu vou enlouquecer. Tenho que ler mais sobre o assunto ou conversar com alguém para esclarecer as ideias. No fundo é tudo, somente, vaidade? Deixe seu comentário. Abraço!



Hiperlinks mentais:

(*) overdose homeopática
ode ao que se fode
humildade
(com "H" maiúsculo e dourado)
...
bacanal cristão
fanatismo indeciso
fanática indecisão
em resumo:
Et cetera e tal...

(Trecho da música "Canibal vegetariano devora planta carnívora", Engenheiros do Hawaii).

(**) Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. (Mateus, VI: 1-4).

3 comentários:

Gugu Keller disse...

Pois é... Parece que somente a relatividade é absoluta.
GK

Francheska disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Francheska disse...

Em relação sobre fazer o bem de modo anônimo, é perceptível que existe uma moralidade cristã infiltrada em nossos valores, como se vê a partir do texto bíblico. Sendo a vaidade um pecado, senti-la poderia garantir aos companheiros de outrora um lugar no inferno (e como foi descrito por Dante, não parece um lugar muito agradável para se estar). Hoje, mesmo para quem não crê em inferno ou pecado, a vaidade ainda pode carregar o peso de algo moralmente inaceitável.
Como apontou Karnal, não é o primeiro período histórico em que temos uma relação diferente com a vaidade. Antigamente, por exemplo, podemos pensar nos guerreiros que se reuniam e contavam sobre seus feitos, sobre os viajantes que contavam as façanhas vividas nas viagens. Talvez o que diferencie nossos tempos atuais é que não se vivencia ou se faz algo podendo contar sobre isso, mas se vive e se faz PARA contar (ou seja, desde o início já com a intenção de compartilhar em alguma rede social).