9 de out de 2016

Desenho: A pequena morte

Olá, pessoas!

Quando eu estava pesquisando sobre a música Liebestraum n. 3 do Liszt na Wikipédia, para fazer uma postagem aqui no blog, deparei-me com o termo pequena morte. Achei tal expressão muito poética e ela me levou a fazer este desenho. 

"O escritor francês George Bataille dizia que “o erotismo é uma afirmação da vida que se estende até a morte” e, citando Marquês de Sade, emendava dizendo que “não há melhor maneira de se familiarizar com a morte do que associá-la a uma ideia libertina”. Foi um dos principais pensadores a trabalhar a expressão popular la petite mort (a pequena morte), que designa o momento transcendente que acontece a partir do orgasmo." (Fonte: Revista Trip)







A ciência do orgasmo

"No plano fisiológico, produz-se um aumento importante do ritmo cardíaco e da tensão arterial, um eriçamento do pelo, uma dilatação dos vasos sanguíneos, que provoca subida da temperatura e um característico rubor, e uma fotofobia temporária, desencadeada pela dilatação da pupila, o que nos leva a fechar os olhos ou a pô-los em alvo. De igual modo, surgem diversas contrações musculares (além dos músculos diretamente envolvidos, como o perineu, produzem-se também movimentos semelhantes aos tiques na musculatura facial) e alterações na frequência respiratória, que alcança cerca de 30 inspirações e expirações por minuto.

Vimos o que acontece, mas ainda não sabemos o que é o orgasmo. Receio, porém, que só exista o silêncio absoluto. Ninguém o soube definir com exatidão, embora muitos o tenham tentado, obrigados a recorrer à literária metáfora. O motivo dessa dificuldade talvez resida no facto de o orgasmo em si ter duas características muito especiais: o seu caráter inquestionável (ou se tem ou não se tem um orgasmo; se existe dúvida, é porque não ocorreu) e a sua inefabilidade, isto é, não usa palavras para se exprimir.

O primeiro ponto implica uma experiência sensível, enquanto o segundo significa que, no seu território, só existe o gemido, o arquejo ou o grito, nunca a palavra. Somos, enquanto nos possui, seres dotados de entendimento, mas não de razão. Podemos compreender, mas não explicar o que compreendemos. Somos irracionais e, simultaneamente, humanos, tremendamente humanos.

A alteração de consciência que referimos anteriormente é responsável por isso. Estamos, durante o clímax, noutro plano cognitivo. Poder-se-ia dizer, entrando na metafísica, que ficamos suspensos, ou talvez tenhamos morrido, temporariamente.

Esta associação entre a morte e o orgasmo não é nova: ambas são experiências solitárias, individuais e que não se podem partilhar. Encontramo-lo nessa dualidade contraditória, mas sempre convergente, que Freud personalizou nas figuras mitológicas de Eros e Thanatos. Está também na definição poética de Georges Bataille, que lhe chamou la petite mort (“a pequena morte”), ou no verso do poeta romântico Shelley, que o descreveu como ­death which lovers love (“a morte que os amantes amam”)."

(Fonte: http://www.superinteressante.pt)

Um comentário:

Alexandre Durden disse...

Como você desenha bem! haha gostei do seus traços, e claro orgasmo tem varias formas de definir, e por meio do seu desenho mostra uma delas.