18 de set de 2016

Le monsieur Supertramp na era da internet

Olá!

"A felicidade só é real quando compartilhada."


Desenho-montagem da série "bobagens que saem da minha cabeça".

Referência à frase de Alexander Supertramp (Christopher McCandless): happiness only real when shared (ver filme/livro Into the Wild/Na Natureza Selvagem).

Supertramp morreu sozinho em seu ônibus mágico para descobrir que a felicidade só é real quando compartilhada. Tomando essa mesma frase em tempos de facebook, Instagram, Snapchat e outras redes sociais, parece que todos nós estamos fazendo dela a nossa filosofia de vida, ao compartilharmos, incansavelmente, cada passo que damos (sim, eu sei que também faço isso). 

Há uma necessidade de mostrar o quão feliz e interessante se é. Parece-me que se você faz alguma coisa e não publica na internet, é quase como se aquilo não tivesse acontecido, por isso só é real when shared. Exposição é tudo. São tempos malucos estes que vivemos.

Utilizei photoshop para desenhar.

O francês do título é do Google Tradutor e não me responsabilizo por erros ortográficos.

PS: Faltou o Supertramp fazendo selfie, mas só pensei nisso depois.

Para ver algumas das mil postagens que já fiz sobre Na natureza selvagem clique aqui, ou aqui, aqui também e aqui por último.

Tchau!

2 comentários:

Gugu Keller disse...

Interessante! Pegando o gancho, recomendo-te a banda inglesa Supertramp. É demais! Bj!
GK

Francheska disse...

Penso o seguinte: ser reconhecido, visto, diz de um anseio humano que não é recente, porém as tecnologias atuais tem possibilitado que isso aconteça em tempo real, e o tempo todo. O que estou vivendo neste momento posso compartilhar com os outros. Em relação ao Supertramp, vemos que a jornada que ele fez foi um pouco como resultado de algum desgosto com as convenções sociais. Nesse percurso ele acaba encontrando a solidão, e no fim de tudo conclui que "a felicidade só é real quando compartilhada".Parece-me que isso diz um pouco do que é o drama humano: nos adaptamos a algumas convenções e abrimos mão de algumas coisas para viver em sociedade, o que traz satisfações, mas também deixa algumas frustrações.