27 de set de 2016

Liebestraum n.º 3 - Franz Liszt (música que toca o coração)

Gente, essa música... é muito linda! Não há como descrever, é para sentir. O ser humano é capaz de criar coisas incríveis. A beleza dessa música me encanta! Essa beleza que me move... Se eu, quase sempre tão cética e terrena,  posso dizer que sinto algo que transcende, algo que parece ser maior, algo que conforta o coração, que parece dar sentido à vida, é quando escuto uma música como essa.

Isso e amor.

(para ouvir bem alto. para ouvir no fone de ouvido. para ouvir sozinho. para ouvir com quem se ama. para ouvir caminhando na cidade vazia numa noite quente e estrelada. para ouvir caminhando no centro à noite vendo as luzes da cidade e as pessoas passando como espectros pela sua visão periférica. para ouvir no ônibus olhando através da janela a vida ser vivida.)

(Estou inspirada, a música me deixou assim.)

Liebestraum significa Sonho de amor.



Hanz Zatzka

18 de set de 2016

Le monsieur Supertramp na era da internet

Olá!

"A felicidade só é real quando compartilhada."


Desenho-montagem da série "bobagens que saem da minha cabeça".

Referência à frase de Alexander Supertramp (Christopher McCandless): happiness only real when shared (ver filme/livro Into the Wild/Na Natureza Selvagem).

Supertramp morreu sozinho em seu ônibus mágico para descobrir que a felicidade só é real quando compartilhada. Tomando essa mesma frase em tempos de facebook, Instagram, Snapchat e outras redes sociais, parece que todos nós estamos fazendo dela a nossa filosofia de vida, ao compartilharmos, incansavelmente, cada passo que damos (sim, eu sei que também faço isso). 

Há uma necessidade de mostrar o quão feliz e interessante se é. Parece-me que se você faz alguma coisa e não publica na internet, é quase como se aquilo não tivesse acontecido, por isso só é real when shared. Exposição é tudo. São tempos malucos estes que vivemos.

Utilizei photoshop para desenhar.

O francês do título é do Google Tradutor e não me responsabilizo por erros ortográficos.

PS: Faltou o Supertramp fazendo selfie, mas só pensei nisso depois.

Para ver algumas das mil postagens que já fiz sobre Na natureza selvagem clique aqui, ou aqui, aqui também e aqui por último.

Tchau!

17 de set de 2016

O cozinheiro invisível




Olá!
Eu poderia comentar muitas coisas sobre a criação desses quadrinhos, mas vou deixar passar. Já se você comentar, ficarei feliz. Abraço!

9 de set de 2016

Jujubas humanas

Mais um desenho da série: desenhar no autodesk é legal e eu gosto.

Amo as jujubas da minha vida. 
Algumas pessoas são jujubas e nem sabem. 
Ju-ju-bas.


7 de set de 2016

Seja gentil

Oi oi oi

Este desenho fofinho surge de duas situações: 1. um amigo me emprestou seu tablet para desenhar com o Autodesk e eu vi aí uma oportunidade de resgatar meus desenhos. 2. uma situação recente me deixou triste e reflexiva sobre o quanto falta respeito e gentileza nas relações humanas (eu não tenho sido a melhor pessoa do mundo, então não sei se tenho o direito de falar, mas há certas coisas que me assustam, especialmente o ódio gratuito que surge quando humanos se juntam em grupos). 

O dia fica mais bonito quando damos um bom dia para o motorista do ônibus, quando levamos um chocolate de surpresa para nosso amigo, quando respeitamos a fala do colega. Todos nós temos nossas opiniões, problemas, vivências... Então, seja gentil! :)


5 de set de 2016

Ti 'ne afto pou to lene agapi (ou "Uma música bonita para amar ou sofrer em tempos que citar os dois verbos parece redundância")

Primeiramente, gostaria de dizer que tenho uma pequena paixão por títulos grandes. E também uma queda por colocar um título alternativo ao principal. 

Em segundo lugar, 

ouvi essa música nos créditos finais do filme O Lagosta (The Lobster) e me encantei (e viciei). Ela é cantada em grego, eu acho. O título quer dizer "o que eles chamam de amor", ou algo parecido. Mas não é preciso entender a letra, porque a beleza da música toca o coração de qualquer jeito, não importando se está em grego, francês ou catalão. Música bonita é assim. S'agapo, s'agapo, s'agapo... 

 

4 de set de 2016

A leitura e o abraço

"[...] É neste aspecto que o abraço e a leitura mais se assemelham: o fato de que abrem em seu interior tempos e espaços diferentes do tempo e do espaço mensuráveis."

Se um viajante numa noite de inverno. Italo Calvino. p. 160


(Este trecho do livro de Calvino lembrou-me um desenho e uma postagem antiga: a literatura do abraço.)