15 de fev de 2016

A arte de escrever mal

Tive que escrever um poema sobre poesia (ou algo do tipo, não lembro) durante uma aula no ano passado. Sou péssima nisso, mas esse em particular eu gostei. No entanto, o professor não gostou, minha irmã não gostou, ninguém gostou. Não importa, pois eu não estava pensando em seguir a carreira de escritora mesmo, hahaha. Se você também não gostar, dê um dislike e junte-se a minha legião de não-fãs! Mas, se você gostar, deixe um comentário com a frase "Mari is the new Camões" e concorra ao sorteio do meu próximo livro, "As Luluzíadas", composto de oito mil versos sem rima sem sentido e sem graça. Thanks, beijos e abraços.


Certidão de nascimento

Minha poesia nasceu de parto normal
das entranhas de uma puta,
num casebre mal amado,
filha de todos os homens do mundo.

Tinha a circunferência do universo,
o comprimento dos sonhos,
o peso da consciência
e o choro dos que não falam.

Não fez teste do pezinho nem vacina,
sujeita a invasão parasitária do
sentimental, solitário e devastador
coração humano.

Um comentário:

Gugu Keller disse...

A primeira estrofe é bem interessante. Tem um quê de Roberto Piva. Eu gosto.
GK