25 de fev de 2016

Cinco anos de blog! (retrospectiva e agradecimento)

Olá, queridos leitores!

(lá vem postagem enorme)

Em março deste ano, o Blog Imaginário completa cinco anos! (uau)

De 2011 pra cá, muita coisa mudou na minha vida e no blog, por isso, quando leio as postagens antigas, não sei se choro ou se dou risada [eu escrevia muita bobagem (que na época eu não achava bobagem)]. Como o melhor mesmo é dar risada, eu separei, para recordar, cinco postagens marcantes/dramáticas/engraçadas/sei lá de cada ano. E, além disso, todos os layouts que o blog já teve.

Mas antes eu quero agradecer a todos que acompanham o blog (tem gente que tá aí há anos!), aos que sempre comentam e aos que não comentam também (sei que eles existem! pois eu também faço o tipo leio-mas-não-comento). Conheci várias pessoas legais pelo blog, pelas quais tenho grande carinho, mesmo sem conhecer pessoalmente. Sei que nos últimos dois anos eu não me dedico tanto quanto antigamente, mas não excluo o blog porque é um espaço que eu me sinto à vontade para escrever e compartilhar o que gosto. E, além disso, lá de vez em quando, alguém vem falar comigo para pedir dicas de arte e customização, ou eu encontro um desenho meu, casualmente, numa página do facebook... Ou, ainda, como aconteceu ano passado, um pessoal da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte veio pedir permissão para colocar um desenho meu em um cartaz de uma peça de teatro, e eu fiquei pensando "bah, um desenho que fiz no interior do RS no cartaz de uma peça de teatro no RN!". Quer dizer, o negócio atravessou o país! Significou algo para alguém além de mim. Enfim, coisas que podem parecer insignificantes tornam-se gratificantes.


RETROSPECTIVA



2011:

1. Minha primeira postagem foi sobre a banda The Smashing Pumpkins
2. Eu escrevia sobre baleias que explodem na rua (oi?): Notícia inútil. Conclusões mais inúteis ainda.
3. Eu desenhava muito (mais que hoje): Desenhos e Beatles
4. Eu escrevia sobre a chuva, desenhava e filosofava: Precipitação da água atmosférica sob a forma de gotas.
5. Eu fazia a gótica e escrevia quando batia a bad: Sonho? Quero um com bastante açúcar e doce-de-leite.

Comentário: Genteeee! Tô passada com a adolescente que eu era em 2011! Vamos ver se em 2012 melhora!




2012:

1. Eu ganhava libélulas mortas das amigas: Libellulidae
2. Eu fazia a Coco Chanel e estampava, cortava e customizava camisetas (ainda faço isso): Fabricando camisetas
3. Eu cursava Nutrição e realmente acreditava que poderia mudar meus hábitos para melhor (doce ilusão kkk): Semana #1: Mari Saudável
4. Eu desenhava elfos: Desenho A Elfa
5. Eu estava sempre apaixonada ou de coração partido: Receita do amor desesperado

Comentário: Não melhorou. Piorou. 





2013:

1. Eu estava triste: Poema Natimorto
2. Eu estava realmente triste: As Histórias de Ivo Só
3. Eu desenhei a Rosa de Hiroshima.
4. Eu escrevi um texto (que eu adoro!) sobre o dia que eu bati o mindinho contra o sofá: Crônica de um acidente anunciado [ou As aventuras do dedo mínimo]
5. Quando eu não estava triste eu ouvia Mozart (oi? que tal botar uma Beyoncé pra animar mais? brinks): Mozart para dias alegres

Comentário: Fazia mais drama que novela mexicana.



2014:

1. Eu troquei de curso: Bixo de novo!
2. Eu tinha um cabelo lindo: Passeio no campus 
3. Eu escrevi uma crônica sobre uma nega maluca (oi?): Crônica sobre como a vida pode ser dura e uma nega maluca também
4. Eu tentava ser retro (e não conseguia): OMG, I'm so retro!
5. O que comemos? - Nota sobre a subjetividade da comida

Comentário: Nada a declarar.

2015:

1. Fiquei com preguiça de olhar as postagens de 2015.
2. Idem.
3. Idem.
4. Idem,
5. Idem.

Comentário: Zzzz...



2016


Ainda bem que as pessoas e os blogs evoluem na vida. Provavelmente, a Mari de 2018 vai achar essa postagem uma merda. Talvez nem demore até 2018. Talvez isso aconteça amanhã, rsrsrs.

Obrigada, amiguinhos! Abraço, até mais!

23 de fev de 2016

Sertão: é dentro da gente.

Olá! Ano passado eu fiz uma postagem falando sobre como eu estava gostando de ler o livro Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa. Agora que eu terminei, posso dizer que eu não simplesmente gostei, eu me apaixonei pelo livro. Sinceramente, eu achava que não ia encontrar outro autor que eu gostasse tanto quanto Gabriel García Marquéz, mas esse me surpreendeu. É o primeiro livro de autor brasileiro que entra para a minha lista de favoritos. 

No começo achei o livro muito grande e a leitura bem difícil, mas depois que me acostumei com a linguagem, 624 páginas pareceram pouco. Passei essa semana lembrando da história e repetindo mentalmente uma das frases do livro...

"Diadorim é a minha neblina."


"Nesta obra de Guimarães Rosa, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva e profunda, e não apenas como uma paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração total entre o autor e a temática, e dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua extensa e perturbadora narrativa. Encontramos em "Grande Sertão-Veredas" dimensões universais da condição humana - o amor, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria - retratadas através das lembranças do jagunço em suas aventuras no sertão mítico, e de seu amor impossível por Diadorim." Fonte: Skoob


Além das citações que eu já havia postado, separei mais algumas:


“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.” (p. 31)

“O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!” (p. 35)

“O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior.” (p. 39)

“Em Diadoriam, penso também — mas Diadorim é a minha neblina...” (p. 40)

“O amor, já de si, é algum arrependimento. Abracei Diadorim, como as asas de todos os pássaros. Pelo nome de seu pai, Joca Ramiro, eu agora matava e morria, se bem.” (p. 57)

Riobaldo e Diadorim
Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver – a gente sabendo que ele não existe, aí é que ele toma conta de tudo. O inferno é um sem-fim que nem não se pode ver. Mas a gente quer Céu é porque quer um fim: mas um fim com depois dele a gente tudo vendo. Se eu estou falando às flautas, o senhor me corte. Meu modo é este. Nasci para não ter homem igual em meus gostos. O que eu invejo é sua instrução do senhor...” (p. 76)

“A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos, cada um com seu signo e sentimento, uns com os outros acho que nem não misturam. Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo as coisas de rasa importância. De cada vivimento que eu real tive, de alegria forte ou pesar, cada vez dequela hoje vejo que eu era como se fosse diferente pessoa. Sucedido desgovernado. Assim eu acho, assim é que eu conto. O senhor é bondoso de me ouvir. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data. O senhor mesmo sabe.” (p. 115)

“Sertão: é dentro da gente.” (p. 325)

“Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura. Deus é que me sabe. O Reinaldo era Diadorim — mas Diadorim era um sentimento meu.” (p. 327)

“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” (p. 334)

Longe, lá de longe, de onde toda beleza do mundo se esconde.


Mande para ontem 
uma voz que se expanda e suspenda esse instante...

17 de fev de 2016

Desenhando em papel pardo/craft

¿Hola! Cómo estás?

Eu tenho seguido o instagram de algumas pessoas que desenham super bem e, além de ficar deprimida por não desenhar tão bem, tenho aprendido algumas técnicas e visto muitas ideias para me inspirar. Uma coisa que achei super legal é o desenho em papel pardo/craft/kraft, pois você consegue utilizar o lápis branco e deixar o desenho com uma cara diferente. 

Aí eu procurei blocos de desenho com esse tipo de papel em Crissiumal, e claro que eu não encontrei. Então, resolvi eu mesma fazer um. Comprei um metro de papel pardo, recortei várias folhas de mesmo tamanho, juntei com grampos e tentei dar um acabamento com papelão (que ficou torto).


E assim nasceu a Indústria e Comércio de Cadernos Artesanais MarianeBach LTDA! Porque a criatividade do pobre não tem limites!



Meus primeiros desenhos no caderninho foram estes (com lápis de cor):

A menina e o boneco de neve



Besouro iridescente

Eu tentei desenhar um besouro iridescente, mas não deu muito certo, porque faltou brilho. Talvez se eu tivesse lápis de cor metálicos ou neon ficaria melhor. 

Iridescente: adjetivo de dois gêneros. 
cujas cores são as do arco-íris ou que reflete essas cores.

Reparem, também, que eu tentei enfeitar o desenho com plantas para tirar a foto, coisa que vi no instagram (as pessoas enchem de coisas ao redor do desenho, fica bem legal!), mas eu fiquei com pena de arrancar as folhas das flores da mãe para colocar na foto, rsrsrs... Aí ficou assim, meia-boca.

O que eu resolvi fazer, então? Enfeitar a foto com um gato! Ainda mais porque hoje é o dia mundial do gato, e a Dora (Aventureira) adora ser modelo. 

¡Hasta la vista!


15 de fev de 2016

A arte de escrever mal

Tive que escrever um poema sobre poesia (ou algo do tipo, não lembro) durante uma aula no ano passado. Sou péssima nisso, mas esse em particular eu gostei. No entanto, o professor não gostou, minha irmã não gostou, ninguém gostou. Não importa, pois eu não estava pensando em seguir a carreira de escritora mesmo, hahaha. Se você também não gostar, dê um dislike e junte-se a minha legião de não-fãs! Mas, se você gostar, deixe um comentário com a frase "Mari is the new Camões" e concorra ao sorteio do meu próximo livro, "As Luluzíadas", composto de oito mil versos sem rima sem sentido e sem graça. Thanks, beijos e abraços.


Certidão de nascimento

Minha poesia nasceu de parto normal
das entranhas de uma puta,
num casebre mal amado,
filha de todos os homens do mundo.

Tinha a circunferência do universo,
o comprimento dos sonhos,
o peso da consciência
e o choro dos que não falam.

Não fez teste do pezinho nem vacina,
sujeita a invasão parasitária do
sentimental, solitário e devastador
coração humano.

1979

Adorei esse cover da música 1979 do Smashing Pumpkins. Essa música sempre lembra a infância e a adolescência...





8 de fev de 2016

Som de chuva e música para estudar

Quando quero me concentrar mas tem muito barulho no ambiente (conversas e sertanejo universitário na casa do estudante), fico no meu quarto, ou coloco fone de ouvido, e ligo o som de chuva, disponível em sites como o RAINY MOOD e SOM DE CHUVA ou em vídeos do Youtube. Acho ótimo porque não consigo me concentrar para ler/estudar com música cantada, e nem mesmo com música instrumental se for muito "agitada" (na falta de palavra melhor). E ainda fica aquele clima super bom de dia de chuva, ótimo para ficar em casa, assistir a um filme, namorar, dormir ou estudar.

SITES:

Rainy Mood: som de chuva + opção de músicas
Som de Chuva: som de chuva
Dormirei: som de chuva, som de mar, som de lareira + músicas
EcoSons: som da floresta, som de mar e oceano, som de chuva e trovão


E, às vezes, para complementar o som da chuva, é bom colocar músicas calmas para tocar, como algumas de Frédéric Chopin:






Você tem alguma outra dica para se concentrar?
Abraço, até.