28 de dez de 2016

Vale a pena ver museus? (por Jaime Pinsky)

Vitória de Samotrácia (190 a.C)
Para saber mais, clique aqui.

"Entrar no Louvre já é uma experiência inesquecível. Num dos extremos do Jardim das Tulherias, uma imensa pirâmide de cristal abre suas portas para o visitante que desce até o andar térreo por uma escada rolante. Chegando lá embaixo, não hesite: pegue a escadaria que leva à ala Denon e suba todo o primeiro lance de degraus. De repente, você dá de cara com a Nike, ou Vitória de Samotrácia. Se não der para ver mais nada no Louvre, se não der para ver mais nada em Paris, namore a Vitória por meia hora. Depois disso, você nunca mais será  mesmo, pois terá visto uma das maiores obras do gênio humano. Esculpida no período helenístico, ela dialoga conosco como se tivesse sido talhada no mármore hoje. Sua beleza e sensualidade deslumbram milhões de homens e mulheres ao longo desses mais de vinte séculos desde que foi criada. Vê-la, senti-la, apropriar-se dela nos deixa mais humanos.

É principalmente para isso que servem os museus: ao nos revelar o gênio enrustido que carregamos, como membros da espécie humana, eles nos permitem perceber que somos depositários do imenso patrimônio cultural que nossos ancestrais construíram. Afinal, é a cultura, e não a capacidade de organização, que nos distingue de todos os demais animais da Terra. Organizadas são as formigas e as abelhas, construtores são o joão-de-barro e o castor, hábeis são os macacos e os cães, mas apenas os humanos são capazes de produzir, sistematizar e transmitir cultura. Os museus permitem que se estabeleça uma aproximação de cada um de nós com todo o patrimônio cultural da humanidade.

Ver museus não é uma obrigação chata, tarefa para dias chuvosos. Nem privilégio de meia dúzia de intelectuais de feição sisuda e óculos com lentes grossas. Como seres humanos livres, temos que exercer nosso legítimo direito de conhecer os museus.

E quais são os grandes museus do mundo, os imperdíveis? Elegê-los não é tarefa fácil, depende de quem somos e do que buscamos. Um museu grande nem sempre é um grande museu; há pequenas joias que não se pode deixar de conhecer. Claro, alguns como o Louvre, em Paris, o Museu Britânico, em Londres, o Metropolitan, em Nova York, parecem se impor. Mas que dizer do Hermitage, de São Petersburgo, do Prado e do Rainha Sofia, em Madri, do Vaticano, no próprio, para não falar dos temáticos como o Picasso, no Marais, em Paris, do Van Gogh, em Amsterdã, do Museu de História Natural, em Nova York, do Museu de Israel, em Jerusalém, do Museu Antropológico, na cidade do México? Há museus ao ar livre – Roma é um museu a céu aberto; na Normandia, norte da França, há importantes museus “do desembarque”, em que fotos e documentos interagem com restos de navios utilizados no dia D. Há museus debaixo da terra, como o de Altamira, em Santillana del Mar, na Cantábria, Espanha. Há museus do automóvel, do trem e do avião, da tortura e da deportação, do vinho e da cachaça, da vida marinha e da vida cotidiana. Tem para todo mundo.

Mas o Louvre é especial. Pode-se agir como o humorista americano Art Buchwald e visitar o Louvre em 6 minutos, tempo que ele dizia ser suficiente para dar uma espiada na Vitória de Samotrácia, na Vêunus de Milo e na Mona Lisa. Também se pode fazer como alguns turistas valentes e fisicamente bem preparados, que se propõem a conhecer “o Louvre inteiro” num só dia. Enorme bobagem. Querer ver tudo implica cansaço físico e mental, pessoas se arrastando diante de obras de arte como se estivesses cumprindo uma penitência. Afinal, o Louvre tem nada menos do que 30 mil obras! Se você não encontrar ninguém pelo caminho, nem hordas de escolares ou grupos infindáveis de japoneses e chineses com respectivos guias, e conseguir a proeza de assimilar 42 obras de arte por minuto (!), levará algo como 12 horas para percorrer as galerias dos 30 mil metros quadrados de museu. Assim, é melhor ir com calma. Programe-se para ver as obras de referências (afinal, todo mundo vai perguntar se você as viu, quando voltar), e escolha alguma área de interesse para olhar com calma.

Você voltará outro."


PINSKY, Jaime. Por que gostamos de História. São Paulo: Contexto, 2003. p. 68.

Amor escarlate

"O amor, seja recém-nascido ou desperto de um sono profundo como a morte, sempre traz consigo o brilho do sol, pois enche os corações de luz até que transbordem no mundo exterior." 

A letra escarlate. Nathaniel Hawthorne. p. 199.



21 de dez de 2016

Girassóis

Balneário Gaivota, SC, 2015.

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai


(Girassóis - Cidadão Quem)


Balneário Gaivota, SC, 2015.

Balneário Gaivota, SC, 2015.

17 de dez de 2016

Entre o real e o imaginário.

"O luar, em um recinto habitual, projetando a brancura sobre o tapete e mostrando todas as figuras bordadas em detalhe — expondo as minúcias de todos os objetos, porém tão distinto da visibilidade à manhã ou à tarde —, é o meio mais propício para que um escritor de romance conheça melhor seus visitantes ilusórios. Há o pequeno cenário doméstico do apartamento; as cadeiras, cada uma com sua individualidade própria; a mesa de centro, que sustenta uma cesta, um ou dis livros e uma lamparina apagada; o sofá; a estante de livros; o quadro na parede; todos esses detalhes, vistos em tamanha completude, ficam tão espiritualizados pela luz incomum que parecem perder a substância corpórea e transformar-se em coisa do intelecto. Nada é tão pequeno ou tão prosaico que não possa sofrer esta transformação e assim adquirir dignidade. O sapatinho de uma criança; a boneca, sentada na pequena carruagem de vime; o cavalinho de pau — qualquer objeto, enfim, ou qualquer brinquedo usado durante o dia adquire uma qualidade estranha e remota, embora sua presença continue tão vívida como à luz do dia. Assim, por este motivo, o assoalho do cômodo familiar transformou-se em território neutro, situado em algum lugar entre o mundo real e o reino das fadas, onde o Real e o Imaginário podem se encontrar, e cada um imbuir-se da natureza do outro."

A letra escarlate. Nathaniel Hawthorne. p. 40.

15 de dez de 2016

Pode ser que vivesse uma vida mais real em seus pensamentos.

"Ele parecia distante, embora o víssemos a poucos metros de nós; remoto, embora passássemos logo atrás de sua cadeira; inalcançável, embora pudéssemos ter estendido a mão e tocado em seus dedos. Pode ser que vivesse uma vida mais real em seus pensamentos do que no ambiente impróprio do escritório do coletor." 

A letra escarlate. Nathaniel Hawthorne. p. 27.

Do pó pelo pó.

"E aqui seus descendentes nasceram e morreram e misturaram a matéria terrena de que são feitos ao solo; a tal ponto que uma parte considerável do chão deve necessariamente ter algum parentesco com o invólucro mortal com que, por um instante fugaz, percorro as ruas."

A letra escarlate. Nathaniel Hawthorne. p. 13


"I CELEBRATE myself, and sing myself,
And what I assume you shall assume,
For every atom belonging to me as good belongs to you.


I loafe and invite my soul,
I lean and loafe at my ease observing a spear of summer grass.


My tongue, every atom of my blood, form'd from this soil,
     this air,
Born here of parents born here from parents the same, and
     their parents the same,
I, now thirty-seven years old in perfect health begin,
Hoping to cease not till death."


Trecho do poema Song of Myself. Walt Whitman.

.

A medida de amar é amar sem medida.

(Números - Engenheiros do Hawaii)

14 de dez de 2016

Receita: Batata Suiça ou Batata Rosti

Bonne nuit!

Primeiramente, gostaria de dizer que estou com fome e que esse deve ser o motivo para estar fazendo essa postagem agora.

Em segundo lugar, quero dizer a vocês, homo famintus, que essa receita é muito boa! Tipo, muuuuuito boa mesmo! Eu adoro! (e até hoje só comi as que eu mesma fiz, outras pessoas devem fazer melhor e aí deve ser mais gostoso ainda!). BUT but but but, dá um pouquinho de trabalho. Pelo menos se você, assim como eu, não tem os materiais certos e faz tudo no improviso. Já se você for como o cara do vídeo no fim desta postagem, vai conseguir fazer mais rápido e facilmente. De qualquer maneira, vale a pena!

Essa receita eu vi há muito tempo no site MANGA COM PIMENTA, que eu super indico sempre.



Ingredientes

250 gramas de batata médias 
Manteiga ou óleo para untar
Sal a gosto

Recheio

Carne moída
Presunto
Queijo
Temperos

* você pode fazer o recheio que quiser (bacon, frango, calabresa, palmito etc.), eu fiz assim.


Modo de preparo


Leve as batatas para cozinhar em uma panela com água e quando começar a ferver, marque 7 minutos e retire as batatas do fogo.
Retire a água quente e coloque as batatas em uma tigela com água gelada (se possível, coloque gelo), para dar um choque térmico.
Passe as batatas no ralador grosso e reserve.
Unte uma frigideira e coloque um punhado de batata ralada na mesma, cobrindo o fundo da frigideira.
Coloque o recheio cobrindo a batata, porém, deixando as bordas livres.
Pegue outro punhado de batata ralada e cubra o recheio, fechando bem as bordas que ficaram livre.
Leve ao fogo médio, por 3 minutos.
Se você tiver duas frigideiras do mesmo tamanho, use-as para virar e deixe cozinhando por 3 minutos o outro lado. Não esqueça de passar manteiga na outra frigideira.
Caso você não tenha uma frigideira, use um prato raso, para virar a batata.
Repita o processo até dourar a batata.
Dica: quando for manusear as batatas raladas, umedeça as mãos na água com sal, facilita no manuseio e salga ao mesmo tempo.

PS: Eu não tenho duas frigideiras do mesmo tamanho e elas não são antiaderentes, mas arrisquei mesmo assim. Por isso, algumas batatas saíram perfeitas (como a das fotos) e outras nem tanto.

Aconselho a ver um vídeo para entender melhor. Bon appétit!




7 de dez de 2016

Ijuí em aquarela: os pequenos prazeres.

Bonjour!

Para continuar a série de desenhos com aquarela e nanquim de Ijuí e seus pequenos tesouros, fiz mais estes dois. Porém, agora desenhei sobre os pequenos prazeres que a cidade me proporciona (ao melhor estilo Amélie Poulain de ser). 

Como eu estou colocando os nomes das ruas e bairros nos desenhos, e, também, porque "brinquei" na outra postagem que existiam 83.089 mapas mentais de Ijuí... Tive a ideia de desenhar um mapa da cidade, de forma artística, destacando os pontos dos desenhos. Isso vai dar um muito muito trabalho, but como eu gostei da ideia, agora vou ter que fazer. (who cares?)

:)



.

(Baby, we both know)
That the nights were mainly made
For saying things that you can’t say tomorrow day.

(Do I wanna know? - Arctic Monkeys)

1 de dez de 2016

Mundo da lua


Italo Calvino
 O castelo dos destinos cruzados

História de Astolfo na lua


— É aos céus que tu
deves subir, Astolfo — (o
arcano angélico do Juízo
indicava uma ascensão sobrehumana)
—, aos campos
lívidos da Lua, onde um
interminável depósito conserva
dentro de ampolas enfileiradas
— (como na carta de Copas)
— as histórias que os homens
não viveram, os pensamentos
que bateram uma vez aos
portais da consciência e se
desvaneceram para sempre, as
partículas do possível
descartadas no jogo das
combinações, as soluções às
quais se poderia chegar e não
se chega...

p. 56
...
Depois vinha A Roda da
Fortuna, exatamente no ponto
em que esperávamos uma
descrição mais particularizada
do mundo da Lua, que nos
permitisse dar livre curso às
velhas fantasias sobre aquele
mundo ao revés, em que o
asno é rei, o homem é
quadrúpede, as crianças
dirigem os anciãos, os
sonâmbulos governam o timão,
os cidadãos volteiam como
esquilos nas rodas de suas
gaiolas, e quantos outros
paradoxos a imaginação pode
decompor e recompor.
Astolfo havia subido à
procura da Razão no mundo do
gratuito, ele próprio um
Cavaleiro do Gratuito. Que
juízo tirar, para norma da
Terra, dessa Lua de delírio dos
poetas? O cavaleiro tentou fazer
essa pergunta ao primeiro
habitante que encontrou na Lua:
ao personagem retratado no
arcano número um, O Mago,
nome e imagem de significado
controverso que aqui, no
entanto, podia compreender-se
— pelo cálamo que traz à mão
— como sendo um poeta.
Nos pálidos campos da
Lua, Astolfo encontra o poeta,
aplicado em interpolar em sua
trama as rimas de uma oitava,
os fios dos enredos, as razões e
as desrazões. E, se ele habita
bem no meio da Lua — ou é
por ela habitado, como de seu
núcleo mais profundo —, nos
dirá se é verdade que ela
contém o rimário universal das
palavras e das coisas, se ela é
um mundo pleno de sentido, o
oposto da Terra insensata.
— Não, a Lua é um
deserto — essa era a resposta
do poeta, a julgar pela última
carta baixada à mesa: a calva
circunferência do Ás de Ouros
—, desta esfera árida partem
todos os discursos e poemas; e
todas as viagens através de
florestas batalhas tesouros
banquetes alcovas nos trazem
de volta para cá: o centro de
um horizonte vazio.

p. 57/58

30 de nov de 2016

Como não sofrer no inferno dos vivos (segundo Marco Polo)


Italo Calvino. As cidades invisíveis. Último parágrafo da última página.

O castelo dos destinos cruzados


Italo Calvino
 O castelo dos destinos cruzados

História de Rolando louco de amor e História de Astolfo na lua

— Não entres! Por que
abandonas os metálicos campos
de guerra, reino do descontínuo
e do distinto, as congeniais
carnificinas nas quais excele o
teu talento para tudo decompor
e destruir, e te aventuras na
verde natura mucilaginosa, nos
espirais da continuidade viva? O
bosque do amor não é lugar
para ti, Rolando! Estás seguindo
um inimigo contra as insídias
de quem não há escudo que te
possa proteger. Esquece-te de
Angélica! Volta!

 p. 46.

Para onde haviam fugido
os amantes? Para onde quer que
tivessem ido, a substância de
que foram feitos era por
demais tênue e fugaz para
servir de presa às manoplas de
ferro do paladino. Quando não
tinha mais dúvidas quanto ao
fim de suas esperanças,
Rolando fez alguns movimentos
desordenados — desembainhou
a espada, aplicou as esporas,
ergueu-se nos estribos —,
depois algo dentro dele se
rompeu, explodiu, acendeu e
fundiu-se, e instantaneamente
apagou-se-lhe o lume do
intelecto e ele mergulhou na
escuridão.

p. 47
(Tu sabes
decerto, Astolfo, que o príncipe
dos nossos paladinos, Rolando,
nosso sobrinho, perdeu o lume
que distingue o homem e a
besta sensata das bestas e dos
homens sem siso, e agora
possesso corre os bosques,
coberto de plumas de pássaros,
só respondendo ao pipilo dos
voláteis qual se outra linguagem
mais não conhecesse. E mal
menor seria se o tivesse
reduzido a esse estado algum
zelo intempestivo de penitência
cristã, a humilhação de si
mesmo, as macerações do
corpo e o castigo do orgulho da
mente, pois que em tal caso o
dano poderia de certo modo
ser contrabalançado por uma
vantagem espiritual, ou seria
em todo caso um fato de que
poderíamos não digo nos
orgulhar, mas falar dele à roda
sem ter pejo, quiçá apenas
abanando um pouco a cabeça;
mas a desgraça é que foi
levado à loucura por Eros, deus
pagão, que quanto mais
reprimido mais devasta...)

p. 55

28 de nov de 2016

99 Red Balloons

Escutei essa música em um vídeo da Eh Bee Family e gostei muito. É bem anos 80. Quando ouvi fiquei com a impressão de já ter escutado ela antes, mas creio que isso nunca aconteceu de verdade. Certa vez, um personagem falou em um filme (Crazy Heart, talvez), que música boa, quando a gente ouve pela primeira vez, parece que já conhecia antes. Acho que isso acontece mesmo. Essa canção é de uma cantora chamada Nena e tem uma versão em alemão (99 luftballons). 


 

27 de nov de 2016

Bonjour, Paris!

Olá, 
na Black Friday comprei um livro de colorir da L&PM, com o tema Paris, por apenas R$ 3,00. O livro contém cem páginas de ilustrações e frases sobre a cidade. Gostei muito! (e ainda não sei se vou colorir.)

 





 


25 de nov de 2016

Ijuí em aquarela: os pequenos tesouros.

Depois que li Italo Calvino descobri a beleza das cidades invisíveis. O autor não cita Ijuí em seu livro, mas tomo a liberdade de dizer que existem pelo menos 83.089 Ijuís invisíveis dentro dos limites deste espaço de planeta que se convencionou chamar de terra das culturas diversificadas, cujos pequenos tesouros estão registrados no mapa mental de cada habitante. Embora sejam bem conhecidas suas especificidades geográficas, diz-se que ainda não há especialista em cartografia capaz de juntar os 83.089 mapas em um só, organizando as ruas, as rotas e os pontos turísticos. Mas parece que o prefeito está contratando. E quando o mapa ficar pronto, a cidade vai pra frente. Até cinema vai ter. Ouvi dizer. 

Aquarelas inspiradas pela Ijuí que eu consigo enxergar:

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos". (Le Petit Prince)




18 de nov de 2016

Léolo Lozone!

"Desde que tive aquele sonho, passei a exigir ser chamado Léolo Lozone. Ninguém tem o direito de dizer que não sou italiano. A Itália é bela demais para ser somente dos italianos. Do meu quarto até a Sicília são 6.889 quilômetros. Do meu quarto até o de Bianca, são 5,8 metros. Ainda assim, ela está mais distante de mim."

Trecho do filme Léolo (1992)

Um carrossel em Paris

Bonne nuit, passants!

Músicas em francês, românticas e da trilha sonora de "O fabuloso destino de Amélie Poulain" (só falo disso essa semana) estão em alta na minha vida, pois adicionei a minha lista de sonhos:

andar em um carrossel em Paris ao anoitecer de um dia bom.


1. La Valse des Vieux Os Yann Tiersen





2. L'Autre Valse d'Amélie Yann Tiersen
3. La Valse d'Amélie  Yann Tiersen
4. La Vie en Rose - Louis Armstrong
5. Quelqu'un m'a dit - Carla Bruni



6. Je Veux - Zaz




8.Si tu n'étais pas là - Fréhel 
9. Non, Je ne regrette rienEdith Piaf 
10.Aula de francês - Tiê

Miroslaw Scheib 

P.S.: Só não há Damien Saez () nesta lista, pois a maioria das músicas foi excluída do Youtube por causa de direitos autorais.

12 de nov de 2016

La Valse d'Amélie

Hoje eu assisti, novamente, ao filme O fabuloso destino de Amélie Poulain. Ele possui a medida certa entre humor e drama, e faz você se sentir melhor e querer ver a vida de maneira diferente. O enredo, a fotografia e a trilha sonora são excelentes. Esta música  - La valse d'Amélie - é muito bonita, combina comigo e é exatamente o tipo de música que eu precisava ouvir hoje.

A garota de Renoir

O fabuloso destino de Amélie Poulain

Luncheon of the Boating Party - Pierre-Auguste Renoir

11 de nov de 2016

.

Back into your arms because I just can't be
Anything outside of them
Reinvaginated just to rewind
Back to the time I had a future I could see

Now I find that days slip through in loneliness
Now I see it doesn't help to understand
How the pain became world-sized
How I realized
That life is losing friends

Try to see through these sheets of shit poetry
And see what there is left
See, I'm sad 'cause I'alone in this world and
Writing doesn't seem to help
...

yoñlu

8 de nov de 2016

Teologia/2

"O deus dos cristãos, Deus da minha infância, não faz amor. Talvez o único deus que não fez amor, entre todos os deuses de todas as religiões da história humana. Cada vez que penso nisso, sinto pena dele. E então o perdoo por ter sido meu superpai castigador, chefe de polícia do universo, e penso que afinal Deus também foi meu amigo naqueles velhos tempos, quando eu acreditava Nele e acreditava que Ele acreditava em mim. Então preparo a orelha, na hora dos rumores mágicos, entre o pôr do sol e o nascer subir da noite, e acho que escuto suas melancólicas confidências."

Eduardo Galeano. O livro dos abraços. p. 87.

A ventania

"Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara."

Eduardo Galeano. O livro dos abraços. p. 270.

O mundo

"Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir ao céus.
Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
O mundo é isso — revelou. — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo."

Eduardo Galeano. O livro dos abraços. p. 13

Os pequenos valores

Um dia ou uma noite você percebe que:

a) felicidade é poder compartilhar o que você gosta com quem você ama;
b) existem pequenos valores que só fazem sentido para você e talvez para mais algumas poucas pessoas e quando você encontra uma dessas pessoas é bom.

O valor de pequenas coisas como: tererê filosófico, gelo e limão no refrigerante, comida feita em panela de ferro, chimarrão de manhã, caminhar a toa pela cidade, casas antigas, um bom vinho, um sorvete no domingo, sexo com amor, leituras compartilhadas, fazer montagens aleatórias no paint, nunca perder a oportunidade para um trocadilho ou piada.

6 de nov de 2016

Vaidade é virtude? | Leandro Karnal

Leandro Karnal provoca, faz pensar, desconforta. 

Entre os sete pecados capitais, este é o que acho mais interessante, pois penso ser muito difícil não cair na vaidade. Transito entre auto-estima baixa e vaidade, humildade e vaidade, vaidade disfarçada de humildade* etc. Tenho medo de fazer o bem por vaidade**, pois acredito que este deve ser o mais anônimo possível. E tenho medo de que minha crença nisso seja apenas para querer me sentir com superioridade moral, o que seria vaidade. Aff, eu vou enlouquecer. Tenho que ler mais sobre o assunto ou conversar com alguém para esclarecer as ideias. No fundo é tudo, somente, vaidade? Deixe seu comentário. Abraço!



Hiperlinks mentais:

(*) overdose homeopática
ode ao que se fode
humildade
(com "H" maiúsculo e dourado)
...
bacanal cristão
fanatismo indeciso
fanática indecisão
em resumo:
Et cetera e tal...

(Trecho da música "Canibal vegetariano devora planta carnívora", Engenheiros do Hawaii).

(**) Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. (Mateus, VI: 1-4).

2 de nov de 2016

1 Coríntios 13

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 de nov de 2016

Gravura: Céu de Santo Amaro

Olá, 
fiz esta gravura inspirada pela música "Céu de Santo Amaro" de Flávio Venturini, que é uma adaptação do Arioso Cantata 156 de Johann Sebastian Bach. Ambas as músicas são muito bonitas. A letra de "Céu de Santo Amaro" é uma das minhas preferidas.

A impressão da gravura não ficou boa, tentarei fazer melhor no futuro. Abraço!




28 de out de 2016

.

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós.

(Céu de Santo Amaro | Flávio Venturini)

26 de out de 2016

Berenice

"O infortúnio é múltiplo. A infelicidade, sobre a terra, multiforme. Dominando, como o arco-íris, o amplo horizonte, seus matizes são tão variados como os desse arco e, também, nítidos, embora intimamente unidos entre si. Dominando o vasto horizonte como o arco-íris! Como é que pude obter da beleza um tipo de fealdade? Como pude conseguir, do pacto de paz, um símile de tristeza? Mas, como na ética, o mal é uma consequência do bem e, assim, na realidade, da alegria nasce a tristeza. Ou a lembrança da felicidade passada é a angústia de hoje, ou as agonias que são têm a sua origem nos êxtases que poderiam ter sido."

Edgar Allan Poe. Berenice. Histórias Extraordinárias. p. 55.

São tempos difíceis para os sonhadores.

O fabuloso destino de Amélie Poulain

21 de out de 2016

Os insetos universitários & cia

Olá,

Depois do (in)sucesso de "Os animais universitários" (2014), dois anos depois chega até você, leitor, a segunda edição do ensaio fotográfico dos bichos que vivem na casa do estudante e na universidade. Desta vez, o destaque está com os insetos, especialmente com as lagartas, tendência da primavera.

Os animais e as plantas foram fotografados durante o trajeto casa-universidade, na bela sexta-feira da semana passada.

Lagartas, lagartas everywhere!


Não sei que bicho é esse, foi a primeira vez que vi. Tinha uns 6 cm. Acho que é um besouro mutante.




— Passarinho, que som é esse?