18 de dez de 2015

Grande Sertão: Veredas [ou "viver é negócio muito perigoso"]

Olá.
Comecei a ler "Grande Sertão: Veredas" de João Guimarães Rosa, porque há boatos de que iremos trabalhar com ele no próximo semestre, por isso já estou adiantando a possível leitura nas férias. A primeira impressão que tive do livro foi "oh shit! não acredito que vou ter que ler essa p*rra!", pois ele tem 624 páginas, sem divisão de capítulos, e é escrito em linguagem popular e regional, ou seja, metade das palavras eu não sei o que significa. Porém, passado o susto inicial, encontrei em "Grande Sertão: Veredas" um livro encantador, que talvez se torne um dos meus preferidos (talvez porque ainda estou nas cem primeiras páginas). Sabe... tem uns trechos que são de uma simplicidade e beleza que... sei lá... eu adoro.

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”  (p. 31)

“O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!” (p. 35)

“Mas, passarinho de bilo no desvéu da madrugada, para toda tristeza que o pensamento da gente quer, ele repergunta e finge a resposta.” (p. 44)




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