23 de nov de 2015

É preciso ser Werther ou nada.

"Porque o amor de que se fala aqui é adornado com as ilusões do eterno. Todos os especialistas da paixão nos ensinam isso: só existe amor eterno contrariado. Quase não existe paixão sem luta. Um amor semelhante só tem fim na última contradição que é a morte. É preciso ser Werther ou nada." 

Albert Camus em O Mito de Sísifo - Ensaio sobre o Absurdo.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios.

12 de nov de 2015

Macarrão ao forno (com versão adaptada para estudantes)

Olá, meu povo!

Quem é vivo sempre aparece, inclusive a minha tag Culinária, mais esquecida que o Macaulay Culkin em filmes de natal da Sessão da Tarde. Pois bem, ultimamente, eu tenho cozinhado muito e acho que estou ficando boa nisso. Essa receita é muito fácil e fica super gostosa! Ideal para comer com os amigos/família (rende para três ou quatro pessoas). O pessoal aqui gostou tanto que eu ando espalhando a receita pelo mundo, e acho até que já virou receita típica da famosa Culinária Unicasense (ou seja, da casa do estudante, hehe). Eu até tive que reescrevê-la adaptando-a à realidade dos estudantes. 

Essa receita de macarrão ao forno é lá do blog Manga com Pimenta (que eu super adoro porque sempre tem ótimas receitas e dicas!).

Ingredientes

500g de massa talharim cozida
02 colheres de sopa de azeite
02 dentes de alho picados
01 lata de molho de tomate
01 lata de creme de leite
200g de requeijão
300g de mussarela cortada em cubo ou em tiras
300g grama de presunto cortado em cubo ou em tiras
Queijo parmesão ralado a gosto
Sal e pimenta a gosto
Batata palha (opcional)

Receita tradicional: Em uma panela, aqueça o azeite e doure o alho. Junte o molho de tomate, o requeijão e o creme de leite. Tempere com sal e pimenta. Deixe no fogo brando até o requeijão derreter. Desligue o fogo, misture o presunto e 200g de mussarela. Em um refratário, coloque o macarrão já cozido, despeje o molho e polvilhe o queijo ralado e finalize com o restante da mussarela em cima. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºc durante 20 minutos. Se quiser, pode cobrir com batata palha.

Receita adaptada aos moradores da casa do estudante: Vamo falá a verdade!? Ninguém tem dinheiro pra comprar esses 30 tipo de queijo da receita. Esquece o requeijão e o parmesão, e compra o queijo que tiver mais barato no Kuchak. Pica umas fatia e derrete junto com o molho na panela e o resto tu usa pra cobrir a massa já na forma. Se não tiver alho e pimenta, beleza. Mete tudo os tempero que tu tiver! (Só não vá roubar da horta do vizinho!) O essencial mesmo é fazer o molho com extrato de tomate e creme de leite, juntar com a massa e colocar queijo por cima. O resto tu inventa! E se depois do almoço sobrar comida, tem que dar para o Amarelo, porque cachorro também é gente! 




Quem é dono do que acontece dentro de você?

Sua história passa por dentro do seu corpo. Você é dono de seus arranhões e também das contusões conquistadas em subidas em árvores e quedas de escadas. Dono das cicatrizes externas e internas, dos enjoos de nervosismo diante das broncas do pai, do primeiro pedido de namoro, das provas do vestibular.

Você é dono do seu joelho, do seu cotovelo, do seu estômago, da sua hérnia, da sua pedra no rim. É sua a hepatite, é sua a corrente sanguínea, a adrenalina por ter escapado  por pouco de um assalto ou de um acidente.

Você é dono da sua taquicardia na hora de uma entrevista de emprego, você responde pelos quilos a mais depois de passar o fim de semana pulando de um churrasco para uma feijoada. Seus dentes são seus. Sua língua. Seu beijo.

Dentro do seu corpo estão as lágrimas represadas por dores que você esconde  embaixo da pele. Esse tumor desgraçado  é seu. Essa alegria infinita é sua. Você  pensa porque tem um cérebro aí dentro que não é de ninguém mais. Você resolve para onde olhar com seus olhos, o que segurar com suas mãos, com quem compartilhar seu sexo. Você pode vender seu corpo, mas nunca precisou comprá-lo, tem a posse gratuita, legítima, vitalícia e intransferível.

Intransferível.

Através do corpo, você exerce as duas coisas que movem sua vida: o querer e o não querer. Se você deseja, se você resolve, se você pretende, é com o corpo que alcançará seu destino. E você também é dono da sua paralisia, se assim preferir. Tudo o que você sente, tudo o que  você é, vem aí de dentro. O que você quer expelir e o que você quer cuidar. Músculos e sentimentos na mesma caixa-forte.

Você aborta se quiser. Ou gera se quiser. O corpo é seu. O embrião é seu. A história de vida é sua.

Políticos são eleitos para garantir às pessoas (a partir do nascimento, quando se tornam seres sociais) segurança, habitação, transporte, educação, saúde e trabalho. O querer e o não querer de cada um são privados. O que cada mulher traz dentro do próprio corpo é dela,  não do Estado.

Não bastasse o aborto ser proibido, agora querem transformá-lo em crime hediondo. Um político, que é um cidadão qualquer, tem o poder de decidir sobre o corpo da minha filha e o corpo da sua. 

Não importa a vontade delas próprias, suas questões emocionais, psicológicas, íntimas. Não interessa a idade que elas têm, se são religiosas ou ateias, se estão empregadas ou desempregadas, se já são mães de sete ou se jamais quiseram ser mães. Não lhes dão o direito ao medo, nenhum privilégio pela ordem de chegada, adeus ao livre-arbítrio. Engravidaram e, a partir de então, não são mais elas que escolhem.

O querer e o não querer mais pessoais do mundo, administrados por quem não tem absolutamente nada a ver com o assunto.

Martha Medeiros

5 de nov de 2015

Banda Celta Danzante

Gente bonita, eu adoro música celta e instrumental. Essa é a Danza del Oso da banda chilena Danzante. Encanta-me, principalmente, o início. Não dá vontade de dançar? Ou beber cerveja com os amigos? (E eu nem bebo cerveja! haha eu viajo! )

 

Literatura

"[...] a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável deste universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito , como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura seguida de um romance."

Antonio Candido. O Direito à Literatura e Outros Ensaios.

4 de nov de 2015

Os erros intelectuais.

"Nossos sistemas de idéias (teorias, doutrinas, ideologias) estão não apenas sujeitos ao erro, mas também protegem os erros e ilusões neles inscritos. Está na lógica organizadora de qualquer sistema de idéias resistir à informação que não lhe convém ou que não pode assimilar. As teorias resistem à agressão das teorias inimigas ou dos argumentos contrários. Ainda que as teorias científicas sejam as únicas a aceitar a possibilidade de serem refutadas, tendem a manifestar esta resistência. Quanto às doutrinas, que são teorias fechadas sobre elas mesmas e absolutamente convencidas de sua verdade, são invulneráveis a qualquer crítica que denuncie seus erros."

Edgar Morin.Os sete saberes necessários à educação do futuro. p. 22.

Dois recados de Russell para a humanidade.



"O amor é sábio, o ódio é tolo."

1 de nov de 2015

Halloween & Catrina

Olá! Como já é de costume, o curso de Letras da Unijuí promoveu uma festa de Halloween para finalizar a nossa semana acadêmica. A festa estava muito boa e teve ampla participação e envolvimento dos alunos. 

Este ano fui fantasiada de Catrina. Sempre vou com alguma fantasia que eu possa fazer em casa (ano passado fui de Wednesday/Wandinha da Família Addams). Usei as roupas que já tinha, coloquei flores na cabeça, fiz cachos nos cabelos e pintei o rosto usando apenas lápis de olho na cor preta e batom vermelho e roxo. 

La Catrina de los toletes, na cultura popular mexicana, é a representação humorística do esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das figuras mais populares da Festa do dia dos mortos no México. (Wikipédia). A palavra catrina é a variante feminina da palavra catrín, que significa Dândi (homem de extremo bom gosto) em espanhol. O personagem tem uma função de memento mori (lembre-se de que você é mortal) destinado a lembrar que as diferenças sociais não significam nada diante da morte (Viviendo en el mexico magico).