18 de mar de 2015

Desenho de uma deusa coroada.

Olá escassos leitores!

Estou lendo o livro O Amor nos Tempos de Cólera (ou "do Cólera"), do Gabriel Garcia Márquez (bem, na verdade estou lendo milhares de livros de literatura, por causa das minhas aulas de Literatura Brasileira e Literatura Luso-Africana do curso de Letras, e o que eu menos tenho lido no momento é esse livro. Estou na página 133 de 429, mas enfim...), o que me inspirou a fazer o desenho abaixo. Como vocês sabem, ou não, o GG Márquez (apelido íntimo, rsrs) é o meu autor preferido, mas é a primeira vez que fiz um desenho relacionado a um de seus livros.

Sobre o livroO Amor nos Tempos de Cólera constitui na obra de Gabriel García Márquez um marco equiparável ao do célebre Cem Anos de Solidão, considerado até hoje, a sua obra-prima. Um homem se apaixona pela trança de uma menina de família. O idílio dura algumas cartas, mas ao conhecer seu admirador, a moça rejeita-o e casa com outro. O amor, porém, persiste e dura a vida inteira. Nesta fábula de realismo-fantástico, Gabriel García Márquez mostra que a paixão não tem idade. (fonte: skoob.com.br). Se não me engano, já foram feitos dois filmes sobre esse livro, eu ainda não assisti nenhum, mas devem ser bons.

Sobre o desenho: Sabe quando tu lê um trecho de um livro e imagina uma cena linda para aquilo? Pois é, eu imaginei. Porém, eu não consegui passar para o papel a imagem que eu tinha na minha cabeça, por pura falta de habilidade. Eu não gostei do desenho, mas estou publicando-o mesmo assim pelo trabalho que tive em fazê-lo. Foram horas desenhando, principalmente a amendoeira. O que eu não gostei foi a protagonista do desenho, Fermina Daza, que deveria ficar com um andar leve, mas parece robotizada. Ademais, eu deveria ter desenhado mais pessoas no plano de fundo. E ainda tem a parte de que sou péssima em perspectiva. Entenda a seguir...

Trecho inspirador:

"Seguiu-a sem se deixar ver, descobrindo os gestos cotidianos, a graça, a maturidade prematura do ser que mais amava no mundo, e que via pela primeira vez em seu estado natural. Assombrou-o a fluidez com que abria caminho na multidão. Enquanto Gala Placídia ia aos encontrões, e se embaraçava com os cestos e tinha que correr para não perdê-la de vista, ela navegava na desordem da rua num espaço e tempo diferente..." 

"Ela lhe parecia tão bela, tão sedutora, tão diferente da gente comum, que não compreendia que ninguém se transtornasse como ele com as castanholas dos seus saltos nas pedras do calçamento, ou tivesse o coração descompassado com os ares e suspiros de suas mangas, ou não ficasse louco de amor o mundo inteiro com os ventos de sua trança, o voo de suas mãos, o ouro do seu riso."

Observações: A frase que aparece no desenho é a primeira frase do livro. E o título da postagem é "deusa coroada" pois é assim que Florentino Ariza chamava Fermina Daza.





Um comentário:

Yasmin Balthazar disse...

Muito bom! Adorei os detalhes deve ter dado muito trabalho para desenhar!
Acredite ficou lindo!
Bj