30 de dez de 2015

Cartiê Bressão - Liberté, egalité et brasilité


Pedro Garcia de Moura | Cartiê BressãoFacebook | Instagram | Site


"delivery d'amour" - Ônibus 432 (Praia de Botafogo), 2015 
"caleur humaine", Humaitá — 2015

"la danse de la séduction" — Copacabana, 2015

"les enfants qui prennent popsicle mangue", Bloco do Cordão Umbilical — 2012

22 de dez de 2015

A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura.


(Repostando)

"Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito do homem que um futuro seguro. A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências e, portanto, não há alegria maior que ter um horizonte sempre cambiante. (...) Só temos de ter a coragem de dar as costas para nosso estilo de vida habitual e nos comprometer com um modo de viver não convencional." 

 Carta de Chris McCandless a Ron, seu amigo de 81 anos.
Into the wild | Na natureza selvagem

Livros, passarinhos em xilogravura, flor e conchas da praia de Balneário Gaivota.

20 de dez de 2015

Felicidade é uma paleta de aquarelas de seis reais.

Olá!

Eu adoro desenhos feitos com aquarela e nanquim, mas eu não tinha minhas próprias aquarelas. Então, saí por Ijuí à procura de tintas, e a única coisa que encontrei foi um estojo de tintas aquarelas em pastilhas de uma marca diabo no valor de seis reais.  Materiais para desenho e pintura costumam ser caros (eu estava olhando sites para comprar e quase desisti do meu lado artístico). Aí, quando vi esse estojo tão barato não pensei duas vezes. Como eu nunca usei outra aquarela, nem consigo imaginar o quanto essa deve ser de péssima qualidade, mas para o momento me serve. Agora, nas férias, eu passo horas e horas desenhando, bem feliz.


Eu gosto muito de casas antigas e em Ijuí tem umas que são lindas. Gosto de caminhar pelas ruas e ficar admirando. Os desenhos abaixo são  inspirados em uma das casas da cidade. O primeiro é um rascunho feito só de nanquim, o segundo só com minhas novas aquarelas.




18 de dez de 2015

Grande Sertão: Veredas [ou "viver é negócio muito perigoso"]

Olá.
Comecei a ler "Grande Sertão: Veredas" de João Guimarães Rosa, porque há boatos de que iremos trabalhar com ele no próximo semestre, por isso já estou adiantando a possível leitura nas férias. A primeira impressão que tive do livro foi "oh shit! não acredito que vou ter que ler essa p*rra!", pois ele tem 624 páginas, sem divisão de capítulos, e é escrito em linguagem popular e regional, ou seja, metade das palavras eu não sei o que significa. Porém, passado o susto inicial, encontrei em "Grande Sertão: Veredas" um livro encantador, que talvez se torne um dos meus preferidos (talvez porque ainda estou nas cem primeiras páginas). Sabe... tem uns trechos que são de uma simplicidade e beleza que... sei lá... eu adoro.

“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”  (p. 31)

“O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!” (p. 35)

“Mas, passarinho de bilo no desvéu da madrugada, para toda tristeza que o pensamento da gente quer, ele repergunta e finge a resposta.” (p. 44)




2 de dez de 2015

A incapacidade de ser verdadeiro.


[Olá. Hoje, ao final da aula de Literatura Inglesa, fizemos uma espécie de café literário e uma colega leu este pequeno texto de Drummond, pelo qual me encantei.]


A incapacidade de ser verdadeiro

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:

- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.

Carlos Drummond de Andrade

Arte


Find a beautiful piece of art. If you fall in love with Van Gogh or Matisse or John Oliver Killens, or if you fall love with the music of Coltrane, the music of Aretha Franklin, or the music of Chopin - find some beautiful art and admire it, and realize that that was created by human beings just like you, no more human, no less. 

- Maya Angelou



"Olho para o céu, tantas estrelas dizendo da imensidão, do universo em nós..."

Noite estrelada sobre o Ródano - Van Gogh

23 de nov de 2015

É preciso ser Werther ou nada.

"Porque o amor de que se fala aqui é adornado com as ilusões do eterno. Todos os especialistas da paixão nos ensinam isso: só existe amor eterno contrariado. Quase não existe paixão sem luta. Um amor semelhante só tem fim na última contradição que é a morte. É preciso ser Werther ou nada." 

Albert Camus em O Mito de Sísifo - Ensaio sobre o Absurdo.

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios.

12 de nov de 2015

Macarrão ao forno (com versão adaptada para estudantes)

Olá, meu povo!

Quem é vivo sempre aparece, inclusive a minha tag Culinária, mais esquecida que o Macaulay Culkin em filmes de natal da Sessão da Tarde. Pois bem, ultimamente, eu tenho cozinhado muito e acho que estou ficando boa nisso. Essa receita é muito fácil e fica super gostosa! Ideal para comer com os amigos/família (rende para três ou quatro pessoas). O pessoal aqui gostou tanto que eu ando espalhando a receita pelo mundo, e acho até que já virou receita típica da famosa Culinária Unicasense (ou seja, da casa do estudante, hehe). Eu até tive que reescrevê-la adaptando-a à realidade dos estudantes. 

Essa receita de macarrão ao forno é lá do blog Manga com Pimenta (que eu super adoro porque sempre tem ótimas receitas e dicas!).

Ingredientes

500g de massa talharim cozida
02 colheres de sopa de azeite
02 dentes de alho picados
01 lata de molho de tomate
01 lata de creme de leite
200g de requeijão
300g de mussarela cortada em cubo ou em tiras
300g grama de presunto cortado em cubo ou em tiras
Queijo parmesão ralado a gosto
Sal e pimenta a gosto
Batata palha (opcional)

Receita tradicional: Em uma panela, aqueça o azeite e doure o alho. Junte o molho de tomate, o requeijão e o creme de leite. Tempere com sal e pimenta. Deixe no fogo brando até o requeijão derreter. Desligue o fogo, misture o presunto e 200g de mussarela. Em um refratário, coloque o macarrão já cozido, despeje o molho e polvilhe o queijo ralado e finalize com o restante da mussarela em cima. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºc durante 20 minutos. Se quiser, pode cobrir com batata palha.

Receita adaptada aos moradores da casa do estudante: Vamo falá a verdade!? Ninguém tem dinheiro pra comprar esses 30 tipo de queijo da receita. Esquece o requeijão e o parmesão, e compra o queijo que tiver mais barato no Kuchak. Pica umas fatia e derrete junto com o molho na panela e o resto tu usa pra cobrir a massa já na forma. Se não tiver alho e pimenta, beleza. Mete tudo os tempero que tu tiver! (Só não vá roubar da horta do vizinho!) O essencial mesmo é fazer o molho com extrato de tomate e creme de leite, juntar com a massa e colocar queijo por cima. O resto tu inventa! E se depois do almoço sobrar comida, tem que dar para o Amarelo, porque cachorro também é gente! 




Quem é dono do que acontece dentro de você?

Sua história passa por dentro do seu corpo. Você é dono de seus arranhões e também das contusões conquistadas em subidas em árvores e quedas de escadas. Dono das cicatrizes externas e internas, dos enjoos de nervosismo diante das broncas do pai, do primeiro pedido de namoro, das provas do vestibular.

Você é dono do seu joelho, do seu cotovelo, do seu estômago, da sua hérnia, da sua pedra no rim. É sua a hepatite, é sua a corrente sanguínea, a adrenalina por ter escapado  por pouco de um assalto ou de um acidente.

Você é dono da sua taquicardia na hora de uma entrevista de emprego, você responde pelos quilos a mais depois de passar o fim de semana pulando de um churrasco para uma feijoada. Seus dentes são seus. Sua língua. Seu beijo.

Dentro do seu corpo estão as lágrimas represadas por dores que você esconde  embaixo da pele. Esse tumor desgraçado  é seu. Essa alegria infinita é sua. Você  pensa porque tem um cérebro aí dentro que não é de ninguém mais. Você resolve para onde olhar com seus olhos, o que segurar com suas mãos, com quem compartilhar seu sexo. Você pode vender seu corpo, mas nunca precisou comprá-lo, tem a posse gratuita, legítima, vitalícia e intransferível.

Intransferível.

Através do corpo, você exerce as duas coisas que movem sua vida: o querer e o não querer. Se você deseja, se você resolve, se você pretende, é com o corpo que alcançará seu destino. E você também é dono da sua paralisia, se assim preferir. Tudo o que você sente, tudo o que  você é, vem aí de dentro. O que você quer expelir e o que você quer cuidar. Músculos e sentimentos na mesma caixa-forte.

Você aborta se quiser. Ou gera se quiser. O corpo é seu. O embrião é seu. A história de vida é sua.

Políticos são eleitos para garantir às pessoas (a partir do nascimento, quando se tornam seres sociais) segurança, habitação, transporte, educação, saúde e trabalho. O querer e o não querer de cada um são privados. O que cada mulher traz dentro do próprio corpo é dela,  não do Estado.

Não bastasse o aborto ser proibido, agora querem transformá-lo em crime hediondo. Um político, que é um cidadão qualquer, tem o poder de decidir sobre o corpo da minha filha e o corpo da sua. 

Não importa a vontade delas próprias, suas questões emocionais, psicológicas, íntimas. Não interessa a idade que elas têm, se são religiosas ou ateias, se estão empregadas ou desempregadas, se já são mães de sete ou se jamais quiseram ser mães. Não lhes dão o direito ao medo, nenhum privilégio pela ordem de chegada, adeus ao livre-arbítrio. Engravidaram e, a partir de então, não são mais elas que escolhem.

O querer e o não querer mais pessoais do mundo, administrados por quem não tem absolutamente nada a ver com o assunto.

Martha Medeiros

5 de nov de 2015

Banda Celta Danzante

Gente bonita, eu adoro música celta e instrumental. Essa é a Danza del Oso da banda chilena Danzante. Encanta-me, principalmente, o início. Não dá vontade de dançar? Ou beber cerveja com os amigos? (E eu nem bebo cerveja! haha eu viajo! )

 

Literatura

"[...] a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável deste universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito , como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura seguida de um romance."

Antonio Candido. O Direito à Literatura e Outros Ensaios.

4 de nov de 2015

Os erros intelectuais.

"Nossos sistemas de idéias (teorias, doutrinas, ideologias) estão não apenas sujeitos ao erro, mas também protegem os erros e ilusões neles inscritos. Está na lógica organizadora de qualquer sistema de idéias resistir à informação que não lhe convém ou que não pode assimilar. As teorias resistem à agressão das teorias inimigas ou dos argumentos contrários. Ainda que as teorias científicas sejam as únicas a aceitar a possibilidade de serem refutadas, tendem a manifestar esta resistência. Quanto às doutrinas, que são teorias fechadas sobre elas mesmas e absolutamente convencidas de sua verdade, são invulneráveis a qualquer crítica que denuncie seus erros."

Edgar Morin.Os sete saberes necessários à educação do futuro. p. 22.

Dois recados de Russell para a humanidade.



"O amor é sábio, o ódio é tolo."

1 de nov de 2015

Halloween & Catrina

Olá! Como já é de costume, o curso de Letras da Unijuí promoveu uma festa de Halloween para finalizar a nossa semana acadêmica. A festa estava muito boa e teve ampla participação e envolvimento dos alunos. 

Este ano fui fantasiada de Catrina. Sempre vou com alguma fantasia que eu possa fazer em casa (ano passado fui de Wednesday/Wandinha da Família Addams). Usei as roupas que já tinha, coloquei flores na cabeça, fiz cachos nos cabelos e pintei o rosto usando apenas lápis de olho na cor preta e batom vermelho e roxo. 

La Catrina de los toletes, na cultura popular mexicana, é a representação humorística do esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das figuras mais populares da Festa do dia dos mortos no México. (Wikipédia). A palavra catrina é a variante feminina da palavra catrín, que significa Dândi (homem de extremo bom gosto) em espanhol. O personagem tem uma função de memento mori (lembre-se de que você é mortal) destinado a lembrar que as diferenças sociais não significam nada diante da morte (Viviendo en el mexico magico).






21 de out de 2015

Fino sangue

Gosto de poema
que fala de ovo frito
latido de cão
e cheiro de queimado.
Poema que com pequenos cortes
vara as coisas pequenas
fura a casca
o odre
rasga a placenta
e deixa gotejar
o fino
sangue.

(Marina Colasanti)


19 de out de 2015

Músicas da Semana

1. You Sexy Thing - Hot Chocolate



2. If I Knew - Bruno Mars




3. Energy - The Apples in Stereo




4. A Noite - Tiê




5. Ho Hey - The Lumineers



16 de out de 2015

O dia do professor ou sobre quando você sabe que está fazendo a coisa certa.

No dia que decidi largar o curso de Nutrição no sexto semestre e trocar para Letras, não perdi três anos de estudo, ganhei uma vida. Toda vez que vou à escola fico feliz. Amo ensinar e aprender, ouvir as histórias dos alunos, compartilhar experiências...! Tá certo que por enquanto eu sou só uma "ajudante de professora", mas já sei que fiz a escolha certa. ♥

Este 15 de outubro foi meu primeiro dia dos professores estando do lado dos que são homenageados. Mas, também, não deixarei de homenagear: parabéns a todos os professores, vocês são demais! :)


14 de out de 2015

Sexta-feira à noite

Sexta-feira à noite
os homens acariciam o clitóris das esposas
com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
contam dinheiro papéis documentos
e folheiam nas revistas
a vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite
os homens penetram suas esposas
com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
enfiam o carro na garagem
o dedo no nariz
e metem a mão no bolso
para coçar o saco.

Sexta-feira à noite
os homens ressonam de borco
enquanto as mulheres no escuro
encaram seu destino
e sonham com o príncipe encantado.


(Marina Colasanti)

12 de out de 2015

Tu e Eu

Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa
Eu, calipto.

Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu, fão.
Eu, fônico.

És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu, piniquim.
Eu, ropeu.

Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu, multo.
Eu, carístico.

És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu, cano.
Eu, clidiano.

Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu, tano.
Eu, femismo.


(Luís Fernando Veríssimo)

8 de out de 2015

Well, it'll be one lone night...


Miniconto

Uma vida inteira pela frente.
O tiro veio por trás.

(Cíntia Moscovich)

Adeus, apartamento 121!

Gente, vida de estudante não é fácil. Essa semana, eu e minhas amigas tivemos que nos mudar e nos separar. A gente continua morando na casa de estudantes, porém em outro prédio. Ficamos bem tristes pois tínhamos uma convivência muito boa, o que não é fácil de se encontrar. Nos 2,5 anos que vivo na casa do estudante, já morei com oito meninas diferentes, e o grupo Mari-Deise-Tábata foi o que melhor funcionou. Pois bem, nesse clima de despedida sempre dá vontade de lembrar os bons momentos e aventuras que tivemos. Compartilho alguns aqui.

O início
Essa sou eu (e a Fran), ali pela segunda semana como moradora de Ijuí. (Close nessa pele que quase nunca tinha trabalhado na vida e nessa saia que parece de festa junina! rsrs). Tive que aprender tanta coisa, como cozinhar e pegar o ônibus (sim, pegar o ônibus). Esse tempo era bonito!

Eu e Franci

Fazendo "bico"
Primeiramente,  o que é esse meu cabelo lindo, loiro e comprido?! (Quero de volta! Oh Lord, por que eu cortei?) Gente, essa foto é épica. Eu e as meninas fazendo um "bico" de recepcionistas num evento pra ganhar uns money. Era um evento de coaching ou sei lá o que, nada a ver comigo. Coragem! kkk'
Eu, Ana e Franci
 As gambiarras
Casa de estudantes tem que ter gambiarra. Essa da foto é de uma vez que a porta do freezer caiu e a prendemos com fita crepe e escoramos com meio sofá (sim, meio sofá. Pq ele era dividido no meio, não me perguntem o porquê.) Esse freezer era muito ruim. 

Agora lembrei da nossa TV, essa era ótima: só funcionava sem chuvisco se deixasse a antena pendurada na frente da tela. Excelente!

Gambiarra
 As loiras e a despedida
Eu, a Deise e a Tábata tivemos ótimos momentos no apto 121. Essa foto é do nosso último dia juntas, se agarrando às paredes pra não ir embora, hehe. 
Eu, Deise e Tábata
Isso é tudo pessoal. Não tenho como colocar aqui mais detalhes sobre como mudar de apartamento (e colegas) foi difícil. Já estou no apto novo (que na verdade é velho) e sinto que agora, mais do que nunca, minha casa vai ser dentro do meu quarto. 

Abraço.

9 de set de 2015

Desenho: "Ela é como uma boneca russa."

Olá, pessoas!
Fiz esse desenho à mão, com nanquim, e colori digitalmente utilizando o photoshop. Olhando de perto, tem alguns erros na pintura, por isso contemplem de longe, hehehe.

"Matriosca, também conhecida como boneca russa, é um brinquedo tradicional da Rússia. Constitui-se de uma série de bonecas, feitas geralmente de madeira, colocadas umas dentro das outras, da maior (exterior) até a menor (a única que não é oca)." (Wiki)

Inspirado na minha matriosca, na música Muñeca Rusa de Joan Manuel Serrat e em pensamentos sobre o eu verdadeiro e o que resta de nós sem todas essas camadas de proteção que construímos em torno da gente...




Muñeca Rusa - Joan Manuel Serrat

Dentro de ella se esconde otra, que es como ella, pero no es;
y en esa otra se oculta otra, que esconde otra a su vez.

Una se ve, la otra se adivina, la otra ya fue, la otra será,
y todas son de mentira y todas son de verdad.

Ella es la que se mira al espejo y la que en el espejo se ve.
Es lo que dice su boca y lo que ocultan sus ojos también.


Son muchas y distintas mujeres viviendo en una mujer no más.
Uno no puede querer a una sin querer a las demás.

Ella es como una Matryshka.
Ella es como una muñeca rusa...
Ella es como una muñeca...
Ella es como una...
Ella es como...
Ella es...
Ella.

Y aunque nadie sabe quién es ella, ni lo que ellos para ella son,
todos cuentan la feria según como les fue en el frontón.

Que si la oruga o la mariposa, que si la reina del ajedrez,
que si el infierno o el paraíso, que si el agua o si la sed.

Cuántos quisieran verla entregada, como la playa en la bajamar,
con sus secretos a la intemperie y sus arenas por hollar.

A mí me basta con ser para ella la misma cosa que siempre fui:
el viejo osito de felpa que abraza para dormir.




Desenho original e um começo de pintura com lápis de cor (e folha manchada de café por causa do último desenho que publiquei no blog).

Minha matriosca

4 de set de 2015

Rimas

O homem chegou em casa assustado:
- Está por toda a cidade, é uma sina: todo mundo falando com rima.
- O que? - perguntou a mulher.
- Uma compulsão, um vírus, algo no ar. Não se diz mais nada sem rimar.
- Que absurdo - disse a mulher - um vírus da rima. Ninguém é obrigado a falar o que não quer, seja homem ou mulher. Nenhuma lei... Meu Deus, peguei!
- É na rua, é em casa, é em todo lugar. Não se fala sem rimar.
- Mas é uma barbaridade, ser poeta contra a vontade!
- Concordo, é um abuso. Mas que fazer? Estou confuso.
- Só há um jeito de ser rebelar, resistir e não rimar...
- Como?
- Não falar.
- Mas como nos comunicaremos, se não com as vozes que temos?
- Escrevendo, por que não? Ninguém manda em nossa mão.
- Sei não, será que muda? E se eu escrever como o Neruda?
- Não é hora pra chilique. Pega um papel, e olha a Bic.
O homem experimenta escrever uma frase no papel. Depois recua, horrorizado.
- Estou quase tendo um ataque. Escrevi como o Bilac!
- Será uma coisa generalizada, que atingiu até a empregada?
- Vamos ver se é ou não é. Chame a Nazaré.
A mulher chama a empregada.
- Nazaré, vem aqui um minutinho?
A empregada responde da cozinha:
- Já vou indo, um instantinho. Estou fazendo ensopadinho.
O homem e a mulher se abraçam. É uma epidemia. A rima tomou conta do país. Mas por que? O homem tenta racionalizar.
- Tem que haver explicação. Um motivo, uma razão.
- Será que, de repente, tem a ver com o presidente?
- Você quer dizer o Maravilhoso...
- Que?
- ...Fernando Henrique Cardoso?
- O Cardoso, maravilhoso? Me admira você, que votou no PT!
- Você não está entendendo? Eu não sei o que eu estou dizendo!
- Calma, não se apoquente. Fale outra vez, pausadamente.
O homem faz um esforço, mas não consegue.
- Maravilhoso. Fernando. Henrique. Cardoso.
- Tente outra rima, com urgência crítica. Quem sabe horroroso, por uma questão de coerência política?
- Não consigo, não vê? Tente você.
- O ...
- Sim?
- Esplendoro...
- Não!
- Fernando Henrique Cardoso.
- Já vi, é uma perfídia. Tudo culpa da mídia. Nós não estamos enfeitiçados, estamos é condicionados.
- Há uma rima oficial no país. Ninguém mais controla o que diz.
- Quem variar é exótico, até impatriótico.
- Paciência, relaxemos. Isto passa, esperemos.
- Eu até diria assim: rima melhor quem rima no fim.
Aparece a Nazaré na porta da cozinha.
- A senhora chamou? Aqui estou.
- Nada, nada, Nazaré. O ensopadinho, de que é?
- De vitela cortadinha. Batata, vagem e cebolinha.
- Parece uma beleza. Pode botar na mesa.

Luis Fernando Verissimo

2 de set de 2015

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. 


Manuel Bandeira

1 de set de 2015

Desenho: O aroma da tua pele cor de café.

Olá seres humanos,
Hoje está chovendo e tem greve na escola onde eu "trabalho" como bolsista, portanto eu pude ficar em casa tomando um belo café e curtindo o som da chuva. Porém, eu sou dessas pessoas que não se contentam em somente beber o café, mas querem desenhar com ele também. Sendo assim, fiz esse desenho na tarde de hoje:

Um desenho sobre café, feito com café, enquanto eu bebia café.

(ficou estranho, eu sei.)





31 de ago de 2015

Leandro Karnal - Ser louco é a única possibilidade de ser sadio nesse mundo doente.


Subversiva

A poesia
Quando chega
Não respeita nada.

Nem pai nem mãe.
Quando ela chega
De qualquer de seus abismos

Desconhece o Estado e a Sociedade Civil
Infringe o Código de Águas
Relincha

Como puta
Nova
Em frente ao Palácio da Alvorada.

E só depois
Reconsidera: beija
Nos olhos os que ganham mal
Embala no colo
Os que têm sede de felicidade
E de justiça.

E promete incendiar o país.

Ferreira Gullar

23 de ago de 2015

Meu epitáfio

Morta... serei árvore,
serei tronco, serei fronde
e minhas raízes
enlaçadas às pedras de meu berço
são as cordas que brotam de uma lira.
Enfeitei de folhas verdes
a pedra de meu túmulo
num simbolismo
de vida vegetal.
Não morre aquele
que deixou na terra
a melodia de seu cântico
na música de seus versos.
Cora Coralina

20 de ago de 2015

Todas as vidas de Cora Coralina.

Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado, 
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!
Cora Coralina

Da janela do meu quarto a liberdade é um bater de asas.

Escrevo em prosa porque os versos não me pertencem, estão livres por aí e não encontro jeito de capturá-los com armadilhas, gaiolas métricas, iscas, riscas e rimas. Queria, mas não consigo. E é justo sobre essa liberdade que hoje escrevo, com vistas à minha janela. A janela do meu quarto é um quadro impressionista, feito de luz e movimento. Nem Monet, nem Manet, que a natureza também é artista. Ela desenha pinceladas que voam no ar, canta a música do amanhecer e escreve versos que pousam nas linhas dos postes de luz. Por outro lado, meu quarto é minha clausura. Escura, segura, íntima clausura. Por viver em uma casa de estudantes, meu quarto é que é meu lar. E já não tenho mais um quarto na casa dos meus pais. Tudo que tenho está aqui. 12m² de lar. Só nele há privacidade para estudar em paz, chorar rios de lágrimas ou dançar freneticamente. Quando estou em casa, passo quase todo tempo aqui. Por vezes, então, depois de passar tanto tempo no quarto sinto-me numa prisão, mas, ao mesmo tempo, essa prisão é o único espaço pessoal que possuo para exercer um certo tipo de liberdade. Quero dizer, coisas simples sabe? Escutar música, decorar do meu jeito, escolher se a luz vai ficar ligada ou desligada, andar pelada, que seja! Pensando bem... Espaço pessoal? Irônico dizer isso com tantas placas de controle patrimonial da universidade pregadas nos móveis... E é por isso que a janela do meu quarto, pela qual vejo tanta natureza, mas também vejo lixo, é especial. Por isso faço essa postagem com fotografias tiradas através de minha janela. E surpreendo-me! São todas de pássaros! Agora compreendo: os pássaros vêm aqui para lembrar-me de sair, de vez em quando, para voar lá fora, e, ao mesmo tempo, para eles próprios poderem contemplar uma pintura, neste caso, humana. Agora está claro:

A janela do meu quarto é um retrato de liberdade.

De fora pra dentro. E de dentro pra fora.









19 de ago de 2015

Guimarães Rosa

"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. 
E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. 
Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo 
vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser 
um crocodilo porque amo os grandes rios, 
pois são profundos como a alma de um homem. 
Na superfície são muito vivazes e claros, 
mas nas profundezas são tranquilos e escuros 
como o sofrimento dos homens."

João Guimarães Rosa

18 de ago de 2015

Todos os sonhos de uma vida cabem em 10 linhas mas não no tempo e espaço de minha existência.

Quero terminar a graduação e fazer mestrado e doutorado em Letras e ser professora universitária e pesquisadora e fazer também uma graduação em Artes Visuais e dominar a técnica da caligrafia artística e do desenho realista e da aquarela e da fotografia e saber muito sobre História e Filosofia e Física e Matemática e casar e ter três filhos e adotar mais dois e ainda ter um gato e um cachorro e ser uma boa esposa e uma boa mãe e uma boa profissional e ter uma bela casa no campo e cuidar das vacas e das galinhas e das plantinhas e ser proprietária de um bar e de uma livraria e de uma franquia da Cacau Show e ler muitos livros e pintar quadros e ouvir música e fazer exercícios físicos e comer chocolate e ser uma ótima cozinheira e estar sempre bonita e trabalhar bastante para ter dinheiro para poder viajar pelo mundo e conhecer o Brasil inteiro e o resto da América Latina e os Estados Unidos e Paris e Londres e Berlim e Madri mas não sem antes ser fluente em língua inglesa e francesa e espanhola e todos os outros sonhos que surgirem pela frente.

Frio & chuva & café & Damien Saez.

O frio voltou. E com ele Damien Saez.

 

As músicas do Saez são muito bonitas. Porém, eu não entendo francês e não encontro tradução pronta para as letras, então, utilizo o Google Tradutor, que deixa a desejar. Mas ainda assim é possível captar a essência da letra.

8 de ago de 2015

Hay amores

Música da trilha sonora do filme O Amor nos Tempos de Cólera, baseado no livro do Gabriel García Márquez .

 

Hay amores que se vuelven resistentes a los daños
Como el vino que mejora con los años
Asi crece lo que siento yo por tí


Hay amores que se esperan al invierno y florecen
Y en las noches del otoño reverdecen
Tal como el amor que siento yo por ti


Ay! mi bien, no te olvides del mar
Que en las noches me ha visto llorar
Tantos recuerdos de tí
Ay! mi bien, no te olvides del día
Que separó tu vida
De la pobre vida que me tocó vivir

...

Hay Amores - Shakira

25 de jul de 2015

Ensinamento

Minha mãe achava estudo 
a coisa mais fina do mundo. 
Não é. 
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. 
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, 
ela falou comigo: 
"Coitado, até essa hora no serviço pesado". 
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente. 
Não me falou em amor. 
Essa palavra de luxo.


Adélia Prado

23 de jul de 2015

Impressionista

Uma ocasião, 
meu pai pintou a casa toda 
de alaranjado brilhante. 
Por muito tempo moramos numa casa, 
como ele mesmo dizia, 
constantemente amanhecendo.

Adélia Prado

2 de jul de 2015

A literatura já existia antes de ter nascido.

"...tudo quanto não for vida, é literatura, A história também, A história sobretudo, sem querer ofender, E a pintura, e a música, A música anda a resistir desde que nasceu, ora vai, ora vem, quer livrar-se da palavra, suponho que por inveja, mas regressa sempre à obediência, E a pintura, Ora, a pintura não é mais do que literatura feita com pincéis, Espero que não esteja esquecido de que a humanidade começou a pintar muito antes de saber escrever, Conhece o rifão, se não tens cão caça com o gato, por outras palavras, quem não pode escrever pinta ou desenha, é o que fazem as crianças, O que você quer dizer, por outras palavras, é que a literatura já existia antes de ter nascido, Sim senhor, como o homem, por outras palavras, antes de ser já o era..."

(José Saramago. História do Cerco de Lisboa. p. 15.)

16 de jun de 2015

Happy - Marina and the Diamonds


I found what I'd been looking for in myself
Found a life worth living for someone else
Never thought that I could be, I could be
Happy, happy.

15 de jun de 2015

Olhos de ressaca

"Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me."

(Machado de Assis. Dom Casmurro. p. 54.)

13 de jun de 2015

A literatura do abraço.

Olá.
Quando eu leio um livro do qual eu gosto muito, tenho uma curiosa reação de abraçá-lo ao final da leitura, tamanha é a alegria que eu fico. Chamei tal fenômeno de literatura do abraço. As últimas vezes que isso aconteceu foram com os livros Cem anos de solidão e O amor nos tempos de cólera do García Márquez, e Lucíola do José de Alencar. Pensando nisso, eu quis fazer um desenho de uma menina abraçando um livro... Usei lápis de cor e nanquim.




25 de mai de 2015

Léa

Ontem, meu namorado e eu descobrimos que a nossa gatinha, Léa, havia morrido. Ela estava desaparecida desde quarta-feira. Não sabemos como aconteceu, mas imaginamos que tenha sido envenenada ou algo do tipo. Estamos muito tristes, pois ela era a gata mais fofinha e carinhosa que já viveu no planeta Terra. Não entendemos como alguém foi capaz de fazer mal a ela.

A Léa foi abandonada ainda filhote em uma caixa de papelão, a adotamos, cuidamos dela, compramos casinha, caminha e brinquedos. Fazia um mês que ela havia sido castrada e estava bem. Corria como louca, brincava e adorava derrubar os potes de flor da mãe e arranhar o sofá do Maurício. Era companheira e sentava no nosso colo enquanto estudávamos.

Sentiremos eterna saudade.