14 de jul de 2014

58 páginas de solidão.

Cem Anos de Solidão, página 59: no exato momento em que José Arcádio Buendía levantava o delegado Apolinar Moscote pelo colarinho (pois ele chegou em Macondo querendo obrigar o povo a pintar as casas de azul, a fim de celebrar o aniversário da independência nacional), deparo-me com uma singela e inesperada declaração. 

Por mais que Gabriel García Márquez seja um excelente escritor, o meu favorito, eu soube naquele momento que, desta vez, aquelas palavras estampadas no livro, que me encheram de alegria, não foram escritas por ele.

E o escritor não conquistou o Prêmio Nobel de Literatura, apenas meu coração.

"Para mim bastaria estar certo de que você e eu existimos neste momento."

"As coisas têm vida própria", apregoava o cigano com áspero sotaque, "tudo é questão de despertar a sua alma."

"As estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra."

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