31 de jul de 2014

Desenho: all we need is love.

Olá!
Aproveitando meus últimos dias de férias (das aulas), fiz este desenho, pois queria testar uma técnica de pintura. Dessa vez, o desenho não é criação minha, é cópia de um poster que vi para vender na loja Santa Jujuba no Tanlup, e que acabou entrando para a coleção por-que-vou-comprar-se-posso-fazer-em-casa-? E deu certo!




30 de jul de 2014

Azulado

Eu canto para os que cruzaram a linha, ousaram sentir a força do invisível
Que derreteram suas cabeças sob um céu estrelado
Eu canto para os meninos e meninas assassinados por uma metralhadora
Que viveram e morreram cedo, imaginando o paraíso
Eu canto para os meus velhos amigos, perdidos no tempo ou numa esquina qualquer
E pra quem se arrebenta de saudade e adormece chorando
E um pouco pra nós que somos loucos
Eu canto pra nós que somos loucos
...
(azulado)

28 de jul de 2014

Frio, chimarrão e caturritas.

Sábado à tarde tudo que eu sabia é que era o final de semana mais frio do ano e eu queria ir para longe. Para um lugar onde não encontrasse traços da casa de estudante, universidade ou pessoas conhecidas. Falei para o Maurício pegar a moto e levar a gente para São Miguel das Missões ou outro lugar, na loucura, mas já era tarde e fazia muito frio. Sendo assim, fomos para um lugar bem longe de casa, porém, sem ultrapassar os limites da cidade: a Praça dos Imigrantes.

Logo que cheguei me encantei com os ninhos gigantes das caturritas nas árvores. Eu nunca tinha visto ninhos tão grandes! Então, ficamos observando os passarinhos, tomando chimarrão e conversando.

Os ninhos.
Oi.
Caturrita.
It's all right.
Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting.
Here comes the sun.

27 de jul de 2014

Hoje eu acordei querendo ouvir...

O álbum The Very Best of Louis Armstrong:



A música What the world needs now is love, da Jackie Deshannon:



O álbum The Best of Soul and Rhythm & Blues Collection (Black Music):



Eterno

"Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno."
Rubem Alves

24 de jul de 2014

Este é o sonho americano que eu desacredito.

Vontade enorme de largar tudo e ir embora. Desacredito que essa infelicidade cotidiana terá fim. A vida não tem sentido, é absurda, eu sei. 

Estou cansada. É só isso.

 

Sem mais manhãs reviradas
Sem mais tardes de tentativas
Este é o sonho americano
Que eu desacredito
...
As luzes da cidade
Elas apenas parecem boas quando estou correndo
Eu quero deixar tudo pra trás
Porque desta vez

Eu estou indo embora
Indo para longe
Desta vez estou desistindo de tudo
Até logo
...

23 de jul de 2014

Minha primeira tapioca.

Olá seres humanos!

Sábado passado eu estive na casa de um casal de amigos e eles prepararam a tal da tapioca. Foi a primeira vez que vi e comi uma tapioca na minha vida e eu a-m-e-i-! Ainda mais quando descobri que para fazer só precisa de polvilho doce e água. No outro dia já comprei os ingredientes necessários e fui para a cozinha.

Bem, é só olhar a foto para perceber que a minha primeira tapioca não saiu das mais belas, haha. Mas eu fiquei contente com o resultado, mesmo saindo toda torta e quebrada. (e só para esclarecer: a frigideira e a peneira eram ruins e não me facilitaram o trabalho).  Pois, afinal de contas, quando nessa minha vida infeliz eu imaginei que um dia ia fazer tapioca? haha, achei o máximo! Agora tenho vontade de fazer tapioca de todos os sabores possíveis, e de convidar todo mundo para experimentar, e de abrir a primeira barraquinha de tapioca de Ijuí, hahaha.

Eu não vou escrever mais detalhes da receita agora, porque eu me comprometi a fazer novamente nesse fim de semana. Então, se eu acertar mesmo a receita, escrevo bem direito como fiz. (é que com essa foto de tapioca toda quebrada chega a ser vergonhoso postar receita).




Enfim, eu fiz essa postagem, também, para comunicar que inauguro no blog a categoria "Culinária" para descrever minhas peripécias na cozinha! haha (Sim, nem eu acredito nisso. Eu sei bem o que você deve estar pensando: "quem a louca da Mari pensa que é pra falar de culinária? Ela nem sabe cozinhar!". Ou, nas palavras de Maurício: "na cozinha a Mari só sabe fazer gelo e água quente. E, ainda, o gelo dela é meio derretido").

Beijos e abraços. Até a próxima tapioca!

22 de jul de 2014

14 de jul de 2014

58 páginas de solidão.

Cem Anos de Solidão, página 59: no exato momento em que José Arcádio Buendía levantava o delegado Apolinar Moscote pelo colarinho (pois ele chegou em Macondo querendo obrigar o povo a pintar as casas de azul, a fim de celebrar o aniversário da independência nacional), deparo-me com uma singela e inesperada declaração. 

Por mais que Gabriel García Márquez seja um excelente escritor, o meu favorito, eu soube naquele momento que, desta vez, aquelas palavras estampadas no livro, que me encheram de alegria, não foram escritas por ele.

E o escritor não conquistou o Prêmio Nobel de Literatura, apenas meu coração.

"Para mim bastaria estar certo de que você e eu existimos neste momento."

"As coisas têm vida própria", apregoava o cigano com áspero sotaque, "tudo é questão de despertar a sua alma."

"As estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra."

6 de jul de 2014

Crônica sobre como a vida pode ser dura e uma nega maluca também.

Desde pequena, sempre me disseram que a vida era dura, mas o que nunca me falaram é que uma nega maluca também poderia ser. E, assim, mergulhada em um mundo de sonhos, expectativas e esperanças, estava eu, com a colher em uma mão e o pacote de farinha na outra. A princípio, estava tudo bem. Eu possuía todos os ingredientes, o fermento não estava passado da validade (como de costume), havia achocolatado da marca Nescau e não de uma marca de pobre (como de costume), os ovos estavam saudáveis (certamente dariam belos pintinhos, mas eu não sou vegetariana e, como já disse, a vida é dura!). Porém, a coisa começou a desandar.

O primeiro sinal de que tudo daria errado foi quando eu esqueci a nega maluca no forno, por mais de meia hora, é claro. Por milagre não queimou. Percebi que estava meio dura, mas ignorei, fingindo para mim mesma que estava tudo bem e que as coisas não poderiam acabar daquele jeito. Parti para a cobertura.

Cobertura: alterei um pouco a receita da internet porque, vamos combinar, SETE colheres de Nescau é uma OSTENTAÇÃO! Só pode que o sujeito que criou a receita era filho do dono da Nestlé! Só assim pra pensar que Nescau dá em árvore! 

E esse foi o meu segundo erro.

Por não seguir a receita, a coisa não ficava dura nunca! Era um mexe-mexe pra lá, um mexe-mexe pra cá, e a coisa foi esquentando, esquentando, esquentando... E nada. Porém, eu não iria desistir tão fácil. Continuei mexendo a colher até a morte e, finalmente, a cobertura ficou consistente. Só que demais. E esse foi o meu terceiro erro. 

Você já ouviu falar que o diamante é o material mais duro da natureza, correto? Pois esqueça toda essa baboseira. A minha cobertura de bolo faz diamante parecer gelatina. Ela ficou tão dura, mas tão dura, que eu a despejei em cima do bolo e ela petrificou instantaneamente. Não deu nem tempo de espalhar para o resto do bolo.

 "Então tá, sua nega maluca dos inferno, se é assim que tu qué, é assim que vai ser!".

Em seguida, quando fui colocar os granulados por cima, eles bateram na crosta de cobertura e num salto mortal triplo carpado voaram para fora da forma. Inclusive, diz a lenda, que o salto foi tão grande que até hoje os granulados ainda estão voando e, na primavera, quando o céu está escuro, é possível vê-los dançando ao lado das estrelas. 

Ao final de tudo, quando fui cortar o bolo a fim de experimentar um delicioso pedaço de tijolo sabor chocolate, eu... 1. Cortei o pedaço... 2. Coloquei a espátula embaixo dele... 3. Levantei com cuidado... 4. E a p*rra do pedaço voou longe e caiu no chão! AAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRGGGGGGGGGGHHHHHHHH!

Eu só queria que meu bolo ficasse tão bom quanto o da Lu. #buááá (lágrimas!)

Mas nem tudo está perdido, ó, meus irmãos! O bolo pode até estar incomível agora, porém, não o desmereçam por isso, afinal de contas, eu acredito, verdadeiramente, que tudo nessa vida tem uma serventia. E o meu pedaço de bolo (o meu lindo, saboroso, cheiroso e completamente duro pedaço de bolo), ainda vai ser mais importante que você e eu.

Daqui a um milhão de anos, quando os extraterrestres e as baratas dominarem a Terra, caso os ETzinhos resolvam montar um museu da história humana, lá vai estar ele. Afinal, são os artefatos petrificados os que mais resistem ao tempo, sendo assim, já posso até imaginar uma vitrine do museu: um osso petrificado, uma pegada petrificada, alguma coisa de madeira petrificada e, ao lado, o meu bolo. 

Imagem meramente ilustrativa.

Bola de Fogo feat Nirvana

Olá,

Vamos para minha terceira postagem do dia (hoje eu estou postando pela vida inteira). Eu já mostrei pra vocês a música Atoladinha Like Teen Spirit? Eu sei que não, foi uma pergunta retórica. Então ouçam a música, ó, meus leitores!

E digam o que quiserem, mas eu gostei.



Eeeee, não para por aí. Na página do MashmyAs$ no Soundcloud confira outras versões malucas de diversos artistas e bandas. Tem Tiririca vs. Lady Gaga em Florentina de Judas, Kiss vs.Valesca Popozuda em I Was Made For Kiss no Ombro, Os Cascavelletes vs. Vanessinha Pikatchu entre outras pérolas.




Olha isso, hahaha.



XOXO, Mari.

Seu Jorge on Mars

Eu não sabia. Descobri ontem. O Seu Jorge gravou uns covers do David Bowie em português. Algumas músicas eu gostei, outras realmente não (tipo a versão para Ziggy Stardust, não rolou). But, vamos nos concentrar no que eu achei bom:



Eu tu nem sabia que eu gostava de Seu Jorge né? Pois é, eu gosto. Conheço só três músicas dele, mas são três músicas que eu gosto bastante! rsrs. 

Abraço, até.

Perotá Chingó

Olá.
Há sei lá quanto tempo atrás minha irmã me mostrou as músicas da banda Perotá Chingó. A princípio, demorei um pouco para gostar (eu era uma boba), mas hoje eu aprecio muito. A banda, que é formada por gente da Argentina, Uruguai e Brasil, produz "performances honestas e simples com duas cantoras sensacionais e complementares (Dolores Aguirre e Julia Ortiz), um violão harmônico e suingado (Diego Cotelo), uma percussão minimalista (Martin Dacosta) e, regendo toda essa orquestra, um misterioso e bem-vindo ar de amor à música". (fonte: http://www.azoofa.com.br). 


"La propuesta artística de Perotá Chingó podría definirse básicamente como un viaje de intercambio musical y cultural por todo el Planeta; la amplia variedad de ritmos, estilos y distintos autores que conforman el repertorio, desde versiones de los más renombrados exponentes de la música folclórica de cada país hasta las composiciones propias más aventuradas, y la manera descontracturada de abordarlas, llegan a proponer un juego en el cual se vuelve difusa toda frontera." (fonte: www.perotachingo.com.ar)





4 de jul de 2014

Sonho Negro

Assim, estrangeira ao céu e à terra,
eu vivo e já não canto mais.
É como se afastasses minha alma peregrina
tanto do inferno quanto do céu.

Trecho do poema "Sonho Negro" de Anna Akhmátova. 1917.