2 de mai de 2014

Quando Deus fecha uma porta, Ele abre uma farmácia.

De Oiapoque ao Chuí, não importa a cidade, esta é a sina de muitos estabelecimentos legais - como bares, restaurantes e afins - que fecham suas portas. Podem ter certeza, ó, irmãos, de que uma farmácia surgirá no local. É uma epidemia farmacêutica que se alastra pelo Brasil. Na cidade de Santiago, no centro do RS, um caso preocupa os cidadãos: a situação está de tal forma, que já há casos de farmácias se estabelecendo exatamente ao lado de outras. Em Ijuí não é muito diferente, é só olhar para cima, para baixo, para o lado e até para dentro de si mesmo, que uma farmácia será encontrada. Crissiumal, então, nem se fala! As pesquisas indicam que lá há mais farmácias que habitantes. Haha.

Mas falando sério, segundo uma reportagem da Revista Radis (para ver a reportagem completa, clique aqui):

O brasileiro tem a sensação de que esbarra com uma farmácia em cada esquina.

Pelo menos nesse quesito, o país exibe números de fazer inveja ao Primeiro Mundo: são 54 mil estabelecimentos que vendem remédios — um para cada grupo de 3.200 habitantes. Para entender o motivo dessa explosão de drogarias, principalmente nos grandes centros, a Radis ouviu profissionais de diversos segmentos. A meta era tentar responder à seguinte pergunta: por que há tantas farmácias no Brasil?

Cultura da auto-medicação, legislação flexível, propagação de medicamentos mais acessíveis (genéricos e similares), autorização para venda de outros produtos, ausência de uma lei de zoneamento, fachada para lavagem de dinheiro, aumento do roubo de carga de remédios? As respostas foram muitas.

A primeira causa é óbvia: ao contrário do que acontece em outros países, a legislação brasileira não faz muita distinção entre farmácia e outro estabelecimento comercial qualquer. “Abrir uma farmácia no Brasil é relativamente fácil”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto.

O farmacêutico Alfredo da Costa Matos Neto, dono de uma farmácia em Duque de Caxias (RJ), concorda: “Infelizmente, o empresário entende o medicamento como uma mercadoria qualquer”. E disso ele discorda: “Saúde e educação não poderiam ser atividades com fins lucrativos”. Mas são: de acordo com dados da Abrafarma, o setor de drogarias movimenta anualmente R$ 16 bilhões.

Um comentário:

Gugu Keller disse...

Fez-me pensar num filme dos anos 80 de que gosto muito, o "Drugstore Cowboy"...
GK