19 de mar de 2014

O que comemos? - Nota sobre a subjetividade da comida.

A maioria das pessoas come feijão, arroz, carne, leite, banana e chocolate.

Franci, a minha colega nutricionista, come carboidratos, proteínas, gordura e açúcar simples. Saboreia com prazer gramas, calorias e diretrizes nutricionais.

Maurício, por sua vez, costuma comer dinheiro. Geralmente R$ 4,50. Mas não é enjoado não! Vai de R$ 1,50, R$ 2,75 ou R$ 3,00. Às vezes, até se dá ao luxo de comer R$ 10,00. Um R$ 10,00 sempre combina muito bem com uma Coca-cola. #Ficaadica

E ainda tem eu, que me alimento de tempo, sem nem mastigar direito. No desjejum costumo comer 2-minutos-pra-não-perder-o-ônibus; no almoço prefiro um 15-minutos-senão-não-dará-tempo-de-lavar-a-louça-e-voltar-para-o-trabalho; na janta adoro devorar um grande 10-minutos-porque-ainda-tenho-que-tomar-banho-pra-ir-na-"facul"; e por último, porém não menos importante, vem a ceia com o meu predileto nossa-já-é-meia-noite-nem-vou-comer-vou-dormir.

16 de mar de 2014

Playlist de Domingo

Oi domingo.
Eu estava triste. Agora estou escutando música.

I'm So Tired - The Beatles


 Lucinha - Bidê ou Balde 

True Love Way - Kings of Leon


 Dia Perfeito - Cachorro Grande

8 de mar de 2014

Janela sobre a nuca

As coisas são donas dos donos das coisas e eu não encontro minha cara no espelho. Falo o que não digo. Estou, mas não sou. E entro num trem que me leva aonde não vou, num país exilado de mim.

Eduardo Galeano. As Palavras Andantes. 4ª edição. Página 303.

7 de mar de 2014

Bixo de novo!

Para a alegria de poucos e o desespero de muitos, eu sou "bixo" de novo, ou seja, eu troquei de curso nos 45 minutos do segundo tempo. Cursei três anos de Nutrição e agora, finalmente, troquei para algo que eu gosto: Letras - Português e Inglês. Por que eu não troquei antes? Desinformação e falta de dinheiro. Por que eu não terminei o curso, já que faltava apenas uns dois anos? Por que eu não tinha nenhum interesse naquilo e não estava mais aguentando trabalhar o dia inteiro para de noite assistir à aulas que não me motivavam. Eu não me via nutricionista. Então eu troquei.

Durante essas duas décadas de vida que possuo, eu já quis ser cabeleireira, cantora, astrônoma, designer, publicitária, jornalista e professora de artes, de física, de química, de matemática, de história, de sociologia, de filosofia e de português. E é por isso que eu digo que não, eu não sei se é realmente isso que eu quero para o resto da minha vida. Mas no momento é, e está me fazendo bem. Eu passei horas falando com a professora sobre literatura e saio das aulas de Teorias Linguísticas falando: aah, como eu amo linguística! Nesses momentos eu percebo uma identificação com o curso, o que não rolava em Nutrição.

A parte ruim é que agora eu tenho que pagar o curso e não me sobra dinheiro para quase nada. A outra parte ruim é que trabalhando não consigo bolsa de iniciação científica, nem de iniciação à docência e nem de extensão. Mas isso já acontecia antes. E embora eu quisesse me inserir mais nas atividades acadêmicas, melhorando a minha formação, ainda parece mais importante ter o que comer e onde morar.


Para finalizar, uma pergunta clássica:

- Meus Deus! Tu quer ser professora? 

- Sim, eu quero.

Santiago

¡Buenas tardes!
No último fim de semana, Maurício e eu viajamos a Santiago de moto. Porém, não pensem que eu dei uma de Ernesto Che Guevara e decidi sair pela América Latina em la poderosa motocicleta do Maurício (mas se pudesse, eu iria!), pois essa Santiago não fica no Chile.

Santiago, conhecida como a "Terra dos Poetas", é uma cidade com cerca de 50 mil habitantes localizada no centro do Rio Grande do Sul. A cidade é conhecida por ser berço de diversos escritores, além do ilustre senhor Maurício da Silveira Soares, famoso no mundo inteiro por ser... meu namorado.

O que mais gosto lá são as casas antigas e as ruas do centro, por causa da arquitetura e decoração.

Algumas fotos que tirei na viagem:



 








4 de mar de 2014

Se as palavras engordassem.

"... Se as palavras engordassem, com todas as que engulo, não caberia no mundo. Trabalho no que for, no que der, sempre sem abrir a boca, e calado passo o resto do tempo, aqui, no café, dias sem graça, noites sem festa, e desse jeito vou pisando na água meus passos sem pegada."

Trecho de História de outro dia no café.
Eduardo Galeano. As Palavras Andantes. 4ª edição. Página 296.