10 de fev de 2013

A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema.

"A história do subdesenvolvimento da América Latina integra, como já foi dito, a história do desenvolvimento  do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória dos outros. Nossa riqueza sempre gerou nossa pobreza por nutrir a prosperidade alheia: os impérios e seus beleguins nativos. Na alquimia colonial e neocolonial o ouro se transfigura em sucata, os alimentos em veneno. (...) A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes - dominantes para dentro, dominadas de fora - é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga."

Eduardo Galeano. As Veias Abertas da América Latina. Ed. L&PM, 2010. Página 19.

3 comentários:

Augusto Sperchi disse...

Oi Mariane! Você deve saber como é prazeroso encontrar eco naquilo que produzimos. Seu comentário tão pertinente em meu blog demonstra sua preocupação com o saber. Também fiz trabalho de facul sobre o mito de Sísifo e sobre "As veias abertas da América Latina", de Galeano. Esse recorte é tão verdadeiro, tão real que ainda compõe a história de muitos povos. Deve ser por isso que Clio não inspira mais ninguém. Um abraço!

Gugu Keller disse...

Veias ainda abertas...!
GK

Luis Fernando disse...

Usando este post pra falar de outro: a mulher tatuada que você desenhou ficou ótima.

Esse é meu blog de poemas: www.luisfernandomifo.blogspot.com

e esse é o meu de desenhos: www.drawps.tumblr.com

Beijo!