19 de dez de 2012

Do Amor e Outros Demônios

Sobre como este livro se tornou um dos meus favoritos.



Há um mês atrás ou sei lá quanto tempo, eu estava lendo alguma coisa sobre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no site Wikipédia e me deparei com a seguinte frase: A origem das FARC remontam as disputas entre liberais e conservadores na Colômbia, retratadas pela obra de Gabriel García Márquez "Cem Anos de Solidão". Eu tinha certeza de que já havia escutado esse nome "Cem Anos de Solidão", ou apenas achei o título tão bonito que me pareceu até mesmo conhecido. Estava decidida a ler Gabriel Garcia Márquez, mas Cem Anos de Solidão era um livro muito grande para ler no fim do semestre, então li Crônica de uma Morte Anunciada e adorei! Depois retirei  na biblioteca Do Amor e Outros Demônios e achei o livro incrível, não conseguia parar de ler! É sensacional o mistério que envolve a protagonista Sierva Maria de Todos los Ángeles (e sua cabeleira cor de cobre de 22 metros e 11 centímetros!). Sobre Gabriel Garcia Márquez posso dizer que é um escritor colombiano, prêmio Nobel de Literatura, que escreveu livros como Doze Contos Peregrinos, Memória de Minhas Putas Tristes, A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada, Olhos de Cão Azul, O Amor nos Tempos de Cólera, entre outros.

Sinopse:
"Do Amor e Outros Demônios" vem de uma inspiração de quase meio século. Mas sua história vai além. García Márquez viaja até fins do século XVIII, em pleno vice-reinado da Colômbia, esta ainda colônia da Espanha, para compor uma história de amor, cercada de mistério, sortilégio e feitiçaria, culminado num processo instaurado pela inquisição.




Alguns trechos do livro que eu gostei e anotei:

"Não há remédio que cure o que a felicidade não cura."

"Nenhum louco é louco para quem aceita as razões dele."

"Dulce Olívia se consolou com a nostalgia do que nunca acontecera."

"Ela lhe perguntou num daqueles dias se era verdade, como diziam as canções, que o amor tudo podia. 
- É verdade - respondeu ele -, mas será melhor não acreditares."

"Era  muito simples. Delaura tinha sonhado que Sierva Maria estava sentada defronte de uma janela que dava para um campo coberto de neve, arrancando e comendo uma a uma as uvas de um cacho que tinha no colo. Cada uva arrancada tornava a brotar no cacho. No sonho era evidente que a menina estava há muitos anos defronte daquela janela infinita tentando acabar o cacho, e que não tinha pressa, por saber que na última uva estava a morte."

Nenhum comentário: