24 de dez de 2012

All you need is a book.

Há muito, muito tempo, em um reino distante, quando eu ainda costumava vagar pelas terras do facebook, lembro-me de ter visto a seguinte imagem publicada no mural de alguém:


Como eu sou uma romântica incurável (bem, talvez nem tanto assim), continuo sendo adepta do bom e velho all you need is love, mas não posso negar a fascinação que tenho pela leitura e, na falta de love, que tal ler um livro? Mais do que apenas um modo de passar o tempo, a leitura proporciona conhecimento, estimula a auto-reflexão e se torna combustível inesgotável para a imaginação. Ler permite uma maior compreensão a cerca do mundo e das pessoas, de modo que, ao mesmo tempo em que viajamos pelo planeta, exploramos nosso universo interior. 

Quanto mais cedo se estimular uma criança à leitura, mais chances ela tem de se tornar um adulto que lê. Quando era pequena, lembro que ia até a biblioteca pública e pegava até doze livros de uma vez, que lia em um ou dois dias. Gostava de poesia e da  coleção Ritinha Danadinha, do Pedro Bandeira. 

Nos últimos tempos, tenho lido bastante (uma média de 2 livros por semana). As férias da universidade colaboraram muito com isso (ao mesmo tempo que não, pois deixo de ter acesso à biblioteca), excluir o facebook também e, além disso, a busca pelo conhecimento, o tédio e um pouco de solidão também ajudaram para o desenvolvimento deste hábito.


 "A literatura junta a solidão de quem escreve com a solidão de quem lê."
-Humberto Gessinger


Essa semana terminei de ler Na Natureza Selvagem. Ótimo livro! Li ouvindo Eddie Vedder, o que tornou a leitura melhor ainda! Agora estou numa onda de querer ler tudo o que o Christopher McCandless leu. Os livros, de certa forma, influenciaram na definição de sua moral. Autores como Jack London, Thoreau, Tolstói e Pasternak estavam na sua estante.

Hoje terminei de ler A Morte de Ivan Ilitch, do Tolstói, e fiz uma coisa que nunca havia feito: saí de casa e fui ler na praça. Achei uma experiência bastante agradável, pois podia ouvir os pássaros e as cigarras, sentir o vento, e não havia ninguém para me interromper. 

Mantenho um perfil na rede social Skoob, um site voltado para a leitura. Por  ele eu controlo os livros que já li e que vou ler, e faço listas dos que desejo ganhar/comprar, dos que tenho em casa, etc. 

Compro livros na livraria da Unijuí, no Submarino e no sebo Estante Virtual.

Um pouco da minha lista do Skoob:

Livros Favoritos:

Do Amor e Outros Demônios - Gabriel Garcia Márquez
Felicidade Conjugal - Tolstói
Os Sofrimentos do Jovem Werther - Goethe
On The Road - Jack Kerouac
Na Natureza Selvagem - Jon krakauer
O Senhor do Anéis - Tolkien
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

Livros Desejados:

Walden ou A Vida nos Bosques - Thoreau
Doutor Jivago - Boris Pasternak
1984 - George Orwell
Cem Anos de Solidão - Gabriel Garcia Márquez
Não Há Silêncio Que Não Termine - Ingrid Betancourt
Trilogia U.S.A. - John dos Passos
Retrato do Amor Quando Jovem - Dante, Shakespeare, Sheridan, Goethe
Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister - Goethe
O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder 
• Todos do  Gabriel Garcia Márquez

Próximas Leituras:

Fundamentos de Nutrição no Esporte e no Exercício - Marie Dunford
A Cura de Schopenhauer - Irvin D. Yalom
A Desobediência Civil - Thoreau
As Veias Abertas da América Latina - Eduardo Galeano
Filosofando - Introdução à Filosofia - Maria Martins e Maria Aranha
A Erva do Diabo - Os Ensinamentos de Dom Juan - Carlos Castaneda
O Apanhador no Campo de Centeio - Salinger
Por Quem os Sinos Dobram - Hemingway
Um Copo de Cólera - Raduan Nassar
Só as Mulheres e as Baratas Sobreviverão - Claudia Tajes
O Livro de Ouro da Mitologia - Thomas Bulfinch
• Vários do Gabriel Garcia Márquez

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos.

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante
Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

20 de dez de 2012

1968

Olá! Recentemente li Amor nos Tempos de Fúria, um pequeno livro de Lawrence Ferlinghetti, um escritor americano da geração beat. O livro narra a história de Annie e Julian, tendo como plano de fundo a Paris de 1968, em uma época que estudantes, artistas e trabalhadores tomaram as ruas com protestos, discursos e pichações, iniciando uma das maiores greves gerais da história. Annie é uma pintora americana, passional e idealista, e  Julian, um cético banqueiro português que afirma ser anarquista de coração, mas que vive confortavelmente segundo o espírito burguês. 

Ler este livro despertou em mim interesse pelo assunto, sendo assim, resumo aqui o que pesquisei sobre os acontecimentos ocorridos em 1968, em Paris e no mundo. O texto é, quase que em sua totalidade, retirado do site EducaTerra - História por Voltaire Schilling. É engraçado que eu usei o termo "resumo" pois o texto está demasiado grande, mas sim caros leitores, está resumido, de modo que deixei de citar alguns fatos diversos.


Revolução em Paris

Em maio de 1968, a França concentrou em um mês as transformações sociais de uma década, com um movimento que teve início nas universidades e se espalhou pelo país. Confrontando o sistema, a ordem política e os costumes sociais, os estudantes saíram às ruas deflagrando o maior movimento social do século XX, que tornou-se o ponto de partida para uma série de transformações políticas, éticas, sexuais e comportamentais, que afetaram as sociedades da época de uma maneira irreversível. Seria o marco para movimentos ecologistas, feministas, das organizações não-governamentais e dos defensores das minorias e dos direitos humanos. 

As passeatas estudantis foram dissolvidas com violência cada vez maior pela polícia do Presidente De Gaulle. Indignados os estudantes ergueram obstáculos nas ruas centrais de Paris que davam acesso ao Quartier Latin, antigo centro universitário da cidade. A maior batalha deu-se na “noite das barricadas”, em 10 de maio. A essa altura ganharam as simpatias de outros setores sociais: sindicalistas, professores, funcionários, jornaleiros, comerciários, bancários aderiram a causa estudantil. De protesto estudantil contra o autoritarismo e o anacronismo das academias rapidamente transformou-se, com a adesão dos operários, numa contestação política ao regime gaulista.

Paris, com o calçamento revirado, vidraças partidas, postes caídos e carros incendiados, assumiu ares de cidade rebelada. No alto das casas e prédios tremulavam bandeiras negras dos anarquistas. De 18 de maio a 7 de junho, 9 milhões de franceses declararam-se em greve geral. No dia 13 de maio um milhão e duzentos mil marcharam pelas ruas em protesto contra o governo. Liderados por Daniel Cohn-Bendit, Alan Geismar e Jacques Sauvageot, os estudantes colocaram em xeque o regime do velho general.

De Gaulle propôs uma solução eleitoral e graças a ela, com o apoio de uma imensa manifestação da “maioria silenciosa” pela ordem, conseguiu evitar um motim social. Obteve uma significativa vitória nas eleições de 23-30 de junho. A partir de então o movimento estudantil refluiu. A tormenta passara, mas o General De Gaulle enfraquecido renunciou a presidência da República em 27 de abril de 1969, depois de tê-la ocupado por dez anos. 


O mundo em 1968
A Contracultura

Os Estados Unidos ocupavam o Vietnã em uma guerra que dividia a opinião no país americano. A chamada “maioria silenciosa” e os conservadores em geral acreditavam que era uma guerra justa e nobre porque os americanos estavam no Sudeste da Ásia para impedir que seus aliados do Vietnã do Sul sofresse uma agressão comunista. Mas não foi esse o entendimento da juventude universitária, dos escritores e dos intelectuais. Para eles tudo não passava de um pretexto para a afirmação de uma política de força. Uma grande potência, a maior do mundo, queria impor-se ao povo de um pequeno pais da Ásia, recorrendo a uma argumentação pseudo-humanitária para encobrir os bombardeios, os massacres e outras atrocidades de guerra.

A crescente oposição à guerra dentro dos Estados Unidos quase tornou-se numa aberta insurreição da juventude. A violência dos bombardeios sobre a população civil vietnamita, composta de aldeões paupérrimos, já havia provocado desconfiança em relação a justeza da intervenção no Sudeste da Ásia. Diariamente a televisão americana mostrava imagens dos combates e dos sofrimentos dos soldados e dos civis. Somou-se a isto a visível falta de perspectiva para solucionar o conflito. Era inaceitável que a maior potência do mundo atacasse um pequeno país camponês do Terceiro Mundo.

A postura pacifista redundou numa crescente crítica não só à intervenção militar mas aos valores globais da sociedade americana. Pregaram a desobediência civil e, em grandes manifestações publicas, queimavam as convocações para o serviço militar. 

Outra forma de contestação foi assumida pelo movimento hippie. Estes eram jovens da mais diversa extração social que ostensivamente vestiam-se de uma maneira chocante para o americano médio. Deixavam crescer barbas e cabelos, vestiam brim e trajes de algodão colorido, decoravam-se com colares, pulseiras, e profusões de anéis. Passaram a viver em bairros separados ou em comunidades rurais. Rejeitando a sociedade de consumo industrial viviam do artesanato e, no campo, da horta. Não mantinham as regras esperadas de comportamento, higiene, nem de acasalamento: “Paz e Amor” era o seu lema.

Rejeitavam abertamente tudo o que pudesse ser identificado como vindo do “americano médio” porque acreditavam que a essência da agressão ao Vietnã encontrava-se no âmago da sociedade tecnocrática, competitiva, individualista e consumista. Propunham uma contracultura. Não formaram um partido político nem desejavam disputar as eleições. Queriam impressionar pelo comportamento, mudar os costumes dos que os cercavam para mudar-lhes a mentalidade.

O apogeu do movimento da contracultura ocorreu no Festival de Woodstock, nas proximidades de Nova Iorque, em agosto de 1969, quando 300 a 500 mil jovens reuniram-se para um encontro de massas para celebrar o rock e manifestar-se pela paz.




A ala moderada do Movimento Negro, por sua vez, perdeu, em 4 de abril de 1968, o seu maior expoente, o pastor Martin Luther King, assassinado em Memphis. Ele que fora contestado por seus métodos pacifistas pelas lideranças mais jovens e radicais, os "Panteras Negras", inclinava-se contra a Guerra do Vietnã no momento em que foi baleado. King entendia que a luta dos povos do Terceiro Mundo assemelhava-se a dos negros americanos contra a discriminação e o preconceito. Sua morte provocou uma violenta onda de protestos acompanhada de incêndios nos maiores bairros negros em 125 cidades americanas.





A Primavera de Praga

Em 5 de abril de 1968 o povo tcheco tomou-se de surpresa quando soube dos principais pontos do novo Programa de Ação do PC tchecoslovaco. Fora uma elaboração de um grupo de jovens intelectuais comunistas que ascenderam pela mão do novo secretário-geral Alexander Dubcek, indicado para a liderança em janeiro daquele ano. Dubcek um completo desconhecido decidira-se a fazer uma reforma profunda na estrutura política do pais. Imaginara desestalinizá-lo definitivamente, removendo os derradeiros vestígios do autoritarismo e do despotismo que ele considerava aberrações do sistema socialista.


Além de prometer uma federalização efetiva, assegurava uma revisão constitucional que garantisse os direitos civis e as liberdades do cidadão. Entre elas a liberdade de imprensa e a livre organização partidária, o que implicava no fim do monopólio do partido comunista. Todos os perseguidos pelo regime seriam reabilitados e reintegrados. Doravante a Assembléia Nacional multipartidária é quem controlaria o governo e não mais o partido comunista, que também seria reformado e democratizado. Uma onda de alegria inundou o país, e explodiram as manifestações em favor de uma rápida democratização. Chamou-se o movimento, merecidamente, de “ A Primavera de Praga”.

O mundo olhava para Praga com apreensão. O que fariam os soviéticos e os seus vizinhos comunistas? As liberdades conquistadas em poucos dias pelo povo tcheco eram inadmissíveis para as velhas lideranças das “Democracias Populares”. Se elas vingassem em Praga eles teriam que também liberalizar os seus regimes. Os soviéticos por sua vez temiam as conseqüências geopoliticas. Uma Tchecoslováquia social-democrata e independente significava sua saída do Pacto de Varsóvia, o sistema defensivo anti-OTAN montado pela URSS em 1955. Uma brecha em sua muralha seria aberta pela defecção de Dubcek.

Então, numa operação militar de surpresa, as tropas do Pacto de Varsóvia lideradas pelos tanques russos entraram em Praga no dia 20 de agosto de 1968. A “Primavera de Praga” sucumbia perante a força bruta. Sepultaram naquela momento qualquer perspectiva do socialismo poder conviver com um regime de liberdade. Dubcek foi levado a Moscou e depois destituído. Cancelaram-se as reformas, mas elas lançaram a semente do que vinte anos depois seria adotado pela própria hierarquia soviética representada pela política da glasnost de Michail Gorbachov. Como um toque pessoal e trágico, em protesto contra a supressão das liberdades recém-conquistadas, o jovem Jan Palach incinerou-se numa praça de Praga em 16 de janeiro de 1969.



A Rebelião no Brasil


Três meses antes de ocorrer o levante dos estudantes parisienses, no Rio de Janeiro em 28 de março de 1968, um secundarista carioca chamado Edson Luís foi morto numa operação policial de repressão a um protesto em frente ao restaurante universitário “Calabouço”. Deu-se uma comoção nacional. A partir daquele momento o Brasil entraria nos dez meses mais tensos e convulsionados da sua história do após-guerra. A insatisfação da juventude universitária com o Regime Militar de 1964, recebeu adesão de escritores e gente do teatro e do cinema perseguidos pela censura. As principais capitais do país, principalmente o Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, em pouco tempo se tornaram praça de guerra onde estudantes e policiais se enfrentavam quase que diariamente.Cada ação repressora mais excitava a juventude à oposição. Naquela altura apenas os estudantes enfrentavam o regime pois os lideres civis da Frente Ampla (Carlos Lacerda, Jucelino Kubischek e João Goulart, que estava exilado) haviam sido cassados.

Em 26 de junho daquele ano 100 mil pessoas - a Passeata dos Cem Mil - marcharam pelas ruas do Rio de Janeiro exigindo abrandamento da repressão, o fim da censura e a redemocratização do pais. A novidade foi a presença de religiosos, padres e freiras, que aderiram aos protestos. A juventude da época dividiu-se entre os “conscientes”, nos politizados que participavam das passeatas e dos protestos, e os “alienados”que não se inclinavam por ideologias ou pela política.

Em apoio ao regime surgiu o CCC (Comando de Caça aos Comunistas) de extrema-direita que se especializou em atacar peças de teatro e em espancar atores e músicos considerados subversivos.

Em outubro, ao organizar clandestinamente o 30º congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), o movimento estudantil praticamente se suicidou. Descobertos em Ibiuna no interior de São Paulo, 1200 foram presos. A liderança inteira, entre eles Vladimir Palmeira, caiu em mãos da policia numa só operação. Como coroamento do desastre, o regime militar, sob chefia do Gen. Costa e Silva, decretou, em 13 de dezembro, o AI-5 (Ato Institucional nº 5).

Fechou-se o Congresso, prenderam-se milhares de oposicionista e suprimiram-se as liberdades civis que ainda restavam. A partir de então muitos jovens aderiram a luta armada entrando para organizações clandestinas tais como a ALN (Ação de Libertação Nacional), a VAR-Palmares ou dezenas de outras restantes. Por volta de 1972 o regime militar esmagara todas elas, fazendo com que os sobreviventes se exilassem ou fossem condenados a longas penas de prisão.

Pode-se dizer que a rebelião estudantil, se por um lado precipitou a abolição das liberdades marcando a transição do Regime Militar para a Ditadura Militar, por outro anunciou para o futuro o Movimento das Diretas-já, de 1984, que pôs término aos 20 anos de autoritarismo.

Fontes:
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/1968.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396741.shtml
http://jeocaz.wordpress.com/2008/07/19/paris-maio-de-1968/

19 de dez de 2012

Do Amor e Outros Demônios

Sobre como este livro se tornou um dos meus favoritos.



Há um mês atrás ou sei lá quanto tempo, eu estava lendo alguma coisa sobre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no site Wikipédia e me deparei com a seguinte frase: A origem das FARC remontam as disputas entre liberais e conservadores na Colômbia, retratadas pela obra de Gabriel García Márquez "Cem Anos de Solidão". Eu tinha certeza de que já havia escutado esse nome "Cem Anos de Solidão", ou apenas achei o título tão bonito que me pareceu até mesmo conhecido. Estava decidida a ler Gabriel Garcia Márquez, mas Cem Anos de Solidão era um livro muito grande para ler no fim do semestre, então li Crônica de uma Morte Anunciada e adorei! Depois retirei  na biblioteca Do Amor e Outros Demônios e achei o livro incrível, não conseguia parar de ler! É sensacional o mistério que envolve a protagonista Sierva Maria de Todos los Ángeles (e sua cabeleira cor de cobre de 22 metros e 11 centímetros!). Sobre Gabriel Garcia Márquez posso dizer que é um escritor colombiano, prêmio Nobel de Literatura, que escreveu livros como Doze Contos Peregrinos, Memória de Minhas Putas Tristes, A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada, Olhos de Cão Azul, O Amor nos Tempos de Cólera, entre outros.

Sinopse:
"Do Amor e Outros Demônios" vem de uma inspiração de quase meio século. Mas sua história vai além. García Márquez viaja até fins do século XVIII, em pleno vice-reinado da Colômbia, esta ainda colônia da Espanha, para compor uma história de amor, cercada de mistério, sortilégio e feitiçaria, culminado num processo instaurado pela inquisição.




Alguns trechos do livro que eu gostei e anotei:

"Não há remédio que cure o que a felicidade não cura."

"Nenhum louco é louco para quem aceita as razões dele."

"Dulce Olívia se consolou com a nostalgia do que nunca acontecera."

"Ela lhe perguntou num daqueles dias se era verdade, como diziam as canções, que o amor tudo podia. 
- É verdade - respondeu ele -, mas será melhor não acreditares."

"Era  muito simples. Delaura tinha sonhado que Sierva Maria estava sentada defronte de uma janela que dava para um campo coberto de neve, arrancando e comendo uma a uma as uvas de um cacho que tinha no colo. Cada uva arrancada tornava a brotar no cacho. No sonho era evidente que a menina estava há muitos anos defronte daquela janela infinita tentando acabar o cacho, e que não tinha pressa, por saber que na última uva estava a morte."