15 de jun de 2012

Amor! Ah, o amor!

Ela não entendia as músicas, as novelas, os livros. O que era realmente aquela coisa sobre o que todos falavam? O amor. Óh, o amor! O que é o amor? Ela perguntava-se! Ela não compreendia!

Foi então que ela viu ele. Era tímido, estava sossegado no seu canto. Não gostava de chamar a atenção, como os outros. Era simples, nada de extraordinário em sua aparência. Mas por dentro, era cheio de uma complexidade surpreendente! Era como se, ao lado dele, cada momento fosse uma nova descoberta! Ele lhe proporcionava um novo significado para sua vida! E tudo aquilo que ela, em vão, procurava nos outros, estava ali, nele. Daquele dia em diante, ela nunca mais quis se separar dele. Pois ele lhe mostrou o que é o amor.

Amor: Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. Inclinação ditada por laços de família. Inclinação sexual forte por outra pessoa. Afeição, amizade, simpatia. O objeto do amor.

O nome dele era Aurélio. O melhor dicionário que ela já viu.


(Hoje estou inspirada e com um senso de humor peculiar.
Peculiar: Que é atributo particular de uma pessoa ou coisa.)

2 comentários:

Andre Filipe Salesbram disse...

O amor, eu já escrevi sobre ele. Já fui longe nas minhas pirações filosóficas hahahaha cheguei a compará-lo a uma droga, disse que era talvez a pior delas, a mais viciante e devastadora... porém, hoje eu vejo que não é isso. É muito mais um sentimento idealizado que outra coisa. Extremamente relativo e indescritível. Cada relacionamento traz uma perspectiva diferente dele... é o que pude, por ora, concluir, sem aprofundamentos. =)

Isak de Castro disse...

Texto maravilhoso, parabéns.