24 de dez de 2011

Feliz Natal!

O espírito natalino nasce na gente quando começa a tocar "hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa" na Globo, e termina quando enxergamos, pela primeira vez no ano, a nudez da Globeleza. Pois bem, eu não estou muito no espírito natalino, não que eu não quisesse, mas aqui em casa a coisa não funciona como nos comerciais. Eu não sou religiosa, não tenho fé, Jesus nem nasceu no dia 25 de dezembro, aqui em casa não tem pinheirinho, eu como chocolate o ano inteiro, pela primeira vez eu não fui ver as casas cheias de pisca-piscas que têm na cidade, etc e etc. O Natal tá muito moderninho, hoje em dia, aqui na cidade, Papai Noel desce de rapel da torre da igreja. Criança lembra mais do playstation que vai ganhar do que de Jesus. Mas por incrível que pareça, eu gosto do Natal, afinal, feriados são sempre bem vindos. Capaz, não é só por isso, no Natal os parentes que a gente nunca vê vem nos visitar. As pessoas ficam mais caridosas, dão e recebem presentes, as vezes até doam roupas e comida (apesar de que, como diria o Chris - da série Todo Mundo Odeia o Chris - "Aposto que elas passam fome no Dia da Bandeira também"). Enfim, eu não consigo justificar porque gosto do Natal, quero dizer, não faz muita diferença pra mim, mas eu sei que o NATAL É LEGAL! (Até rimou!).
Aí, tem aqueles que dizem que o Natal é puro consumismo, e isso me lembra uma parte de um livro da Claudia Tajes que li, não lembro direito, mas a idéia era mais ou menos assim: Uma mulher reclamando que o espírito do Natal foi esquecido, que não há mais lugar para o amor e a família, é apenas uma questão de consumismo e movimento do mercado. Então vem um papai noel de shopping e diz: E o que, se não o amor, leva um pai a gastar seus últimos trocados em um presente para o filho, apenas para vê-lo feliz? O que, se não o amor, traz todas essa gente ao shopping para comprar presentes? O que, se não o amor, faz as pessoas lotarem os aeroportos para visitar a família? É o amor... Etc e Etc. Eu realmente não lembro do livro, eu inventei toda essa parte, mas era mais ou menos isso (muito mais pra menos do que pra mais, deu pra entender?), lembro que achei bem bonito, apesar do livro ser de humor.
Então...Ahh...*suspiro*. Só pra não sair do sistema: Feliz Natal e Próspero Ano Novo! (É de coração que eu desejo isso, não só porque tem um chip chamado sociedade instalado no meu cérebro).

PS: Hoje vi um papai noel muito sinistro caminhando aqui por Crissiumal-Onde-É-Que-Fica-Isso?-City. Muito, muito sinistro.
PS²: Todo esse ódio no coração deve ser porque nunca comi peru.

Ho ho ho. Beijos :)

2 comentários:

Isak de Castro disse...

Vlw, nós somos ate parecidos, nesse mundo de pessoas iguais isso é estranho, nada mal, estamos no fim de ano e que o próximo venha em paz, bjão.

Anônimo disse...

mas acho que esse é o princpal problema: jogar a essência da felicidade em um presente, é com muito amor que os pais agradam os filhos, mas tem muitas formas de mostrar o amor e dar felicidade.é claro que é muito bom ganhar presentes, mas fazer do presente a materialização da felicidade em si é que move todo esse mercado natalino.Mas o fim de ano é uma época legal msmo.xD